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TV Cultura responde acusações de que estaria perto da falência

Nos últimos dias, a TV Cultura esteve sendo alvo de acusações de que com a mudança nas leis isto poderia culminar em seu fim. No entanto, o colunista Flávio Ricco teve de publicar um direito de resposta da emissora, que resolveu se posicionar. Leia a declaração na íntegra:

O cenário desenhado pelo jornalista Flávio Ricco em coluna publicada nesta quarta-feira [24 de maio] é incompatível com a realidade da TV Cultura. Hoje, a emissora está em pleno equilíbrio financeiro, com superávit em 2015 e 2016, expansão de alcance da rede e renovação de grade. Sem dados concretos, as afirmações feitas pelo jornalista se apoiam em um decreto governamental de 2015, mantido em 2016 e 2017, que diz respeito não só à Fundação Padre Anchieta (FPA), mas a todas as instituições vinculadas ao governo do Estado de São Paulo. A TV Cultura repudia o noticiado e reforça que a FPA e suas emissoras contam com profissionais especializados que levam ao ar a programação de qualidade da instituição. Prova disso são as estreias TERRADOIS, Sésamo, Campus em Ação e Momento Papo de Mãe, todas deste ano, e as novas temporadas e melhorias de Metrópolis, Cultura Livre, Manos e Minas, Persona em Foco e Quintal da Cultura. Entre as novas atrações nacionais e internacionais estão Máximo e Confúcio, Rota da Inovação, Godofredo e Word On The Street. Por meio de abertura para chamada pública PRODAV 01, a emissora selecionará, nos próximos meses, até 25 projetos de ficção, animação e documentário para exibição. Na frente digital, a TV Cultura apresentou crescimento médio de 46% em suas redes sociais no último ano, a exemplo do Roda Viva, com expansão de 125%. No YouTube, a emissora cresceu 110%, com transmissões simultâneas e conteúdo exclusivo para web. Hoje, a programação da TV Cultura está presente nas cinco regiões do País, disponível para 126 milhões de pessoas em canal aberto, quase o dobro do alcance em 2013, de 68 milhões de habitantes. Junto a 95 afiliadas, seu sinal chega a 25 estados e mais de dois mil municípios. Com o título de segunda melhor emissora do mundo em qualidade de programação, de acordo com pesquisa encomendada pela BBC em 2014, a Cultura conquistou nos últimos anos diversos prêmios, entre eles o International Emmy Kids Awards e o Grande Prêmio da Crítica da APCA. Os esforços também foram evidenciados, pelo jornalista Nelson Hoineff no texto As duas realidades da TV pública, publicado em O Globo. Ações presentes, com foco no futuro, que comprovam a estabilidade da emissora e sua presença como uma das principais fontes de informação, entretenimento e arte para a formação dos brasileiros“.

Entenda o caso

Repercutimos aqui no Famosos na Web no último dia 24 de maio quanto a nota do colunista Flávio Ricco. Ele apontava que, de uns tempos cá, a emissora estava perdendo aos poucos sua popularidade e enfrentando dificuldades financeiras para se manter em funcionamento.

Para piorar a situação do canal paulista de vez, o Governo de São Paulo resolveu adotar uma medida na qual impossibilita a TV Cultura de contratar funcionários através da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), fazendo portanto com que a emissora contrate apenas estagiários.

Veja também:

Desta forma, não estaria restando outra opção a não ser a de encerrar as atividades por lá, o que deve ocorrer paulatinamente segundo a publicação. Procurada, a TV Cultura informou que “o Decreto nº 61.466, publicado na Secretaria de Governo em 2 de setembro de 2015 e mantido no exercício de 2016 e 2017, veda quaisquer contratações em instituições ligadas ao governo, não se limitando à TV Cultura”.

TV Cultura nega que está perto de falir (Foto: Reprodução/Cultura)

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