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TRF (SP) nega recurso da Record e emissora vai ter que exibir conteúdo para reparar danos contra religiões africanas

As coisas andam tensas, no bastidores da Record. Segundo informações do UOL o emissora foi condenada com unanimidade pelos três juizes do Tribunal Regional Federal do Estado de São Paulo. A primeira sentença foi concedida por um juiz de primeiro grau, ocorreu em 2015. Porém os advogados do canal, não se contentaram e recorreram novamente, mas acabou perdendo novamente.

O processo que se iniciou em 2004, foi causado por motivos de intolerância religiosa por parte da emissora, principalmente por causa da Igreja Universal do Reino de Deus que durante as madrugadas, aproveitava seu tempo de exibição para propagar ódio contra religiões africanas. A condenação fica ainda mais evidente se lembramos de um famoso inciso do artigo 5º da Constituição Federal “um adepto de qualquer religião não pode evocar suas convicções religiosas para se eximir de obrigações legais impostas a todos”.

A sentença exige que o veículo de comunicação de Edir Macedo, ceda 16 horas da sua programação de maneira aleatória, para que os representantes das religiões africanas pronuncie o seu direito de resposta, além de outras sanções judiciais que serão aplicadas. A emissora vive uma espécie de amor e ódio com o conteúdo Cristão, seja pela alta audiências de suas produções bíblicas e também pelos transtornos trazido pela IURD.

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O atual dono da Record, o líder religioso Edir Macedo, vive eternos impasses com os chefões de outras religiões ou denominações, muitos alegam que o bispo é um exímio intolerante. A parte derrotada em duas instâncias ainda tem direito de recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O que deve acontecer em breve.

Emissora de Edir Macedo sofreu uma nova condenação (Foto: José Patrício/Agência Estado)

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