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Saiba como Roberto Cabrini conseguiu render maior ibope da história do Jornal Nacional

O apresentador Roberto Cabrini, está marcado na história do jornalismo investigativo pela entrevista exclusiva que realizou com o empresário PC Farias (1945-1996), então foragido da Justiça. O jornalista precisou utilizar algumas “artimanhas” para conseguir a conversa com o braço direito do ex-presidente Fernando Collor de Mello. O truque funcionou: a reportagem foi exibida no Jornal Nacional de 21 de outubro de 1993 e marcou 80 pontos no Ibope, recorde histórico da atração.

Cabrini fez a confissão em entrevista ao canal Pingue-Pongue com Bonfá, que o jornalista Marcelo Bonfá mantém no YouTube. No vídeo, o atual apresentador do Conexão Repórter admitiu que teve de utilizar recursos de reportagem moderna. “Eu estava há meses investigando, tinha conseguido um endereço que supostamente seria do Paulo César Farias, mas nunca via ninguém nesse lugar”, comentou o apresentador na conversa com Bonfá.

“Aí, me avisaram que eu teria que viajar para o Japão, porque naquela época eu também cobria Fórmula 1, e ia ficar 20 dias fora. Resolvi dar um xeque-mate nessa investigação”, revelou Cabrini. “Eu liguei para o telefone da Sanal [empresa de turismo com sede em Paris que prestava serviços diversos para brasileiros na Europa, caso de PC Farias] e falei: ‘Eu quero falar com ele. Eu já tenho uma matéria pronta com ele. O Paulo César Farias está filmado. Mas eu acho que ele merece o direito de dar o seu lado da história'”, lembrou ele. Tudo isso não passava de um blefe.

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“Eu não tinha absolutamente nada, não tinha nem a certeza de que quem morava naquele endereço era o Paulo César Farias (risos). Era uma suspeita. Mas, quando eu dei o endereço, eles [os funcionários da Sanal] emudeceram e a entrevista aconteceu em dois dias”, disse Cabrini. A conversa, anunciada no dia anterior pelo Jornal da Globo, foi um fenômeno de audiência. “É a maior audiência da história do Jornal Nacional, deu 80 pontos no Ibope, nunca o JN tinha dado tamanha audiência assim”, comemorou o apresentador.

Depois de encontrar Farias, Cabrini virou o “caçador de fugitivos” oficial da Globo. “Acabei precisando me tornar um especialista em descobrir fugitivos da Justiça, porque foi algo que me propus”, falou ele na entrevista. “Descobri a Jorgina de Freitas Fernandes, fraudadora do INSS, na Costa Rica [em 1997], que foi um furaço. Depois encontrei o Márcio Scherer, garoto de programa brasileiro que assassinou o empresário João Saboya em um hotel em Nova York [em 2002] e estava foragido no Brasil. E também o homem que roubou o depósito público do Rio de Janeiro, que a gente descobriu na África do Sul”, listou o jornalista investigativo. De acordo com informações do Notícias da TV.

Roberto Cabrini apresenta o ‘Conexão Repórter’, no SBT (Foto: reprodução)

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