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RecordTV é condenada a pagar valor milionário a ex-diretor

A RecordTV vem enfrentando diversos processos trabalhistas referentes a regras que não teriam sido cumpridas pela mesma. Agora, a emissora terá que mexer no bolso mais uma vez, pois foi condenada a pagar 2,5 milhões de reais a um ex-diretor, que vinha traçando uma disputa judicial contra a emissora. Márcio Salim  é ex-diretor de imagem da emissora.

A 26ª Vara do Trabalho, determinou o leilão de um imóvel da RecordTV localizado na Estrada dos Bandeirantes, avaliado em 8 milhões de reais. A causa em questão está sendo defendida pelos advogados Ricardo Brajterman e André Dallalana, que, segundo o colunista Leo Dias, estão sendo considerados verdadeiros carrascos da emissora da Barra Funda, já que essa dupla defende outros funcionários do canal, que estão em buscas de seus direitos.

RecordTV já foi condenada por deixar ator trabalhar sem almoçar

Em julho, a RecordTV foi condenada pela Justiça a pagar um valor de 200 mil reais antecipadamente (fora os direitos trabalhistas) ao ator Gracindo Junior, de 72 anos. O ator foi dispensado pela emissora em fevereiro de 2015 após nove anos no canal. No entanto, o mesmo acionou a Justiça, deixando claro uma série de abusos cometidos pela emissora, onde em um deles, Gracindo chegava a trabalhar 11 horas sem poder comer.

O ator revelou ao juiz que a RecordTV impôs rotina de 11 horas por dia, sem direito a pausa para almoço, de forma exaustiva, sendo seis dias na semana. O argumento foi aceito pelo juiz Delano de Barros Guaicurus, da 11ª Vara do Trabalho do Trabalho do Rio de Janeiro, que considerou o contrato da RecordTV nulo, condenando a emissora a pagar ao ator todos os direitos previstos na carteira de trabalho.

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Em certos trechos do contrato, haviam cláusulas na qual o ator era obrigado a estar disponível para todos os programas da casa, não podendo se recusar a participar. Até mesmo em relação as novelas, Gracindo estava proibido de se recusar, há não ser se tivesse uma excelente justificativa. No final das contas, a RecordTV entrou com um recurso, deixando claro que Gracindo não era funcionário da emissora, pois prestava apenas um serviço.

RecordTV foi condenada mais uma vez (Foto: Reprodução)

 

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