Emissoras, RecordTV

Record decreta ordem na dramaturgia e gera insatisfações

A liberdade de expressão anda cada vez mais sendo erradicada em meados da Record. Recentemente noticiamos aqui no Famosos na Web acerca da censura praticada no jornalismo da emissora para que não dessem notoriedade à comemoração dos 300 anos da aparição da Padroeira do Brasil. Desta vez, a nova ordem voltou a gerar insatisfações e tem a ver com a dramaturgia.

O autores que trabalham no setor foram impedidos de criarem novelas e séries com o tema que quiserem. Conforme expressa a coluna da Patrícia Kogut, os tempos agora são outros e, se quiserem produzirem com liberdade temática, os dramaturgos terão de procurarem outro veículo, pois, possivelmente, não terão espaço por lá. A direção quem passou a decidir sobre o que os autores devem escrever e, geralmente, pedem que sejam com temas baseados na Bíblia.

Igreja Universal proíbe Record de falar dos 300 anos da aparição da Padroeira do Brasil

Em pleno século 21, numa sociedade como a nossa que sofre com os retrocessos, ainda existem veículos de comunicações importantes que praticam atos de censura. Mais inadmissível ainda é que isto se trate de uma manobra de intolerância religiosa, articulada pela alta cúpula da Igreja Universal. De acordo com informações do colunista Flávio Ricco, é lamentável o quanto a Record está desprezando os 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, que é a Padroeira do Brasil.

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Tudo isto porque os diretores foram orientados a não tocarem no assunto em jornalísticos. Provavelmente, a atitude seria uma estratégia para evitar possíveis desconfortos com o dono da emissora, o bispo Edir Macedo, que é evangélico e líder de uma denominação que, por muitas vezes, já protagonizou agressões severas ao culto que os católicos fazem aos santos.

Casablanca é responsável pelo Recnov, centro de produção de novelas e séries da Record (Foto: Divulgação)

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