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Rapper Emicida recorda fase difícil na escola por conta de racismo

Durante sua participação no programa “Eletrogordo”, do Canal Brasil, Emicida recordou momentos difíceis na época em que frequentava a escola. Ele, contou como era a forma de tratamento que recebia na época em que estudava a segunda série do fundamental, e que tinha de se defender dos xingamentos que ouvia dos colegas.

“Gostava de estudar, mas odiava a escola. Minha mãe trampava de doméstica, começou a trampar nuns bairros de dinheiro e arrumou uma escola para mim lá perto. Eu chegava, era o único pretinho da sala, os caras: ‘macaco’, ‘cabelo de bombril’… Tinha que sair no soco todo dia. Na terceira série, mudei de escola porque estava dando uns problemas”, disse, em papo com o apresentador João Gordo.

O rapper ainda acrescentou que nunca passou pela mente que se tornaria bandido caso não tivesse feito sucesso na música. “Se não fosse o rap eu estaria sonhando em virar office boy até os 90 anos. Acho que não tenderia para o crime, eu era um moleque nerd, gostava de ler”, conta, citando “Capitães de Areia”, obra de Jorge Amado.

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Emicida disse que chegou a ver que a vida não era fácil. “Nasci num barraco de 2×2 com 5 pessoas, esse era o padrão de 300 mil pessoas ao meu redor”, recorda ele, que se sente satisfeito pelo que conquistou até hoje. “Acredito numa forma de fazer música e consigo fazer sem ninguém impor para onde eu tenho que ir.”

João Gordo e Emicida (Foto: Divulgação)

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