Papo Sincero: O “humor” de “A Regra do Jogo” nunca deveria ter existido

Pode “jogar fora”, João Emanuel Carneiro, o núcleo humorístico de “A Regra do Jogo”, ele decepcionou e não foi pouco, foi muito. A imagem que o público tem de tal “núcleo” é de uma “encheção de linguiça” (enrolação), pois graça mesmo, arrancar risadas do público mesmo, ‘aquilo ali’ nunca arrancou.

Ao meu ver, caro leitor, o núcleo que causa interessa ao telespectador na atual trama das nove global, é o da facção, o principal, o emocionante. Isso apenas confirma cada vez mais que tal novela deveria ser uma série, assim ficaria explícito apenas este núcleo, tornando-a um sucesso estrondoso, e podendo às vezes até mesmo dar ênfase e abordá-lo mais.

Aquela família do Feliciano é de dar sono ao espectador, é ridículo de tão perceptível que fica a enrolação que há naquela casa, na cobertura da parte pobre da família Stewart. Adisabeba e Feliciano nunca haviam trocado uma fala na obra, até que ‘JEC’ resolve achar um pai para o ex-funkeiro. “A Regra do Jogo” não deixa de ser uma ótima novela por esse motivo, mas autores globais – inclusive o próprio João Emanuel Carneiro – já fizeram novelas com núcleos humorísticos muitíssimos mais interessantes e impactados na história ao todo.

Com o fim da novela chegando, houve acontecimentos em tal “humor”, houve uma certa agilidade, tendo em vista que escassez de acontecimentos naquele “núcleo”, o tornaria pior que o humor da “A Praça é Nossa”, e acabaria prejudicando a trama inteira. Lamentável, mas se não conseguem fazer um humor de qualidade em humorísticos destinados a isso, como o “Zorra”, em uma novela das nove é que não conseguiriam mesmo.

"A Regra do Jogo" tem um humor inútil
“A Regra do Jogo” tem um humor inútil
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Diiego
Curitibano e fundador do site Famosos na Web, sou apaixonado pelo mundo virtual.

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