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Mudanças de hábito fazem telejornais da madrugada ter mais movimentação, afirma colunista

De acordo com o colunista Maurício Stycer, do site UOL, o jornalismo no período da madrugada, que não tinha tanta visibilidade e era menos rentável em matéria da publicidade, está começando a ter notoriedade entre o público brasileiro.

Por muito tempo, apenas a faixa horária das 7h à 0h, tinha valor. No entanto, mudanças de hábito ajudaram a alterar este quadro. A concorrência de talks shows no fim de noite acabou esticando a duração da programação noturna. Os canais Globo e SBT, percebendo que a manhã dos seus telespectadores estava começando cada vez mais cedo, investiram em telejornais matinais.

Desde agosto de 2018, a Globo começa a sua programação às 4h com o Hora Um, apresentado por Monalisa Perrone. O jornalístico matinal foi lançado em dezembro de 2014, o programa originalmente começava uma hora mais tarde, às 5h.

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Já no SBT, desde o final de junho deste ano, o Primeiro Impacto passou a começar às 4h, ainda que a emissora não tenha a estrutura para isso. A Record, em que a madrugada é ocupada pela Igreja Universal, viu a sua audiência diminuir com a principal concorrente, o SBT. Sendo assim, o início do Balanço Geral Manhã, apresentado por Bruno Peruka, das 6h foi para as 5h. Para compensar, a programação religiosa começará mais cedo, no fim da noite.

Esta movimentação confirma que o mercado publicitário não ignora os índices de audiência da televisão na madrugada. Os valores dos anúncios são mais baixos e há muito menos procura. Porém, em um momento de crise econômica como esse, é preciso ver todas as oportunidades.

Bruno Peruka apresenta diariamente o Balanço Geral Manhã (Foto: Divulgação)

Bruno Peruka apresenta diariamente o Balanço Geral Manhã (Foto: Divulgação)

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