Vídeo: Joseval Peixoto hoje no SBT Brasil, tentou defender o SBT sobre a polêmica envolvendo Rachel Sheherazade

Apesar de tantos defensores, pelo visto, a repercussão do polêmico comentário de Rachel Sheherazade não foi tão positiva assim. Tanto que o SBT resolveu se pronunciar, nesta quinta (06/02), sobre a âncora que defendeu o “contra-ataque” aos bandidos em seu principal telejornal.

Janeiro repudiar o que disse a apresentadora, o colega de bancada de Rachel, Joseval Peixoto, a questionou sobre o assunto. “O comentário feito pela minha colega ganhou uma repercussão em todo o País”, iniciou o jornalista.

O “SBT Brasil” destacou que o assunto foi o mais debatido nas redes sociais e dividiu opiniões:”muitos defenderam, outros criticaram”. Na última terça (04/02), Rachel chamou o menor amarrado a um poste, no Rio de Janeiro, de “marginalzinho” e falou que os que o deixaram nu naquela situação agiram em legítima defesa.

Segundo Joseval, há uma confusão entre o que dizem os apresentadores e a linha editorial do SBT. “Quando o apresentador fala é a opinião dele, exercendo a liberdade de expressão”, destacou o âncora. Questionei aqui no blog se Rachel representava a emissora.

Curiosamente, antes de dar espaço para a defesa da jornalista, o “SBT Brasil” exibiu outra reportagem sobre a ação de grupos que se auto intitulam “justiceiros” e agridem criminosos. Assim como o rapaz preso ao poste, a vítima (executada no meio da rua) tinha passagem por roubo – trata-se de outro vídeo que está “bombando” nas redes sociais.

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), apareceu na matéria criticando os ataques. Além de citar o repúdio das autoridades, o SBT abriu espaço para um especialista que lançou: “bom ou ruim, temos um sistema político que regula nossa vida.” Rachel não se pronunciou.

Ainda foi exibida outra reportagem, condenando a agressão a gays. O que Joseval definiu como “absurdo”. Rachel, de novo, não se pronunciou. De qualquer forma, a emissora não quis desmerecer sua contratada. Joseval disse a Rachel: “o Brasil te admira. Uma mulher com filhos, cristã, de opiniões fortes, dura”. Em seguida, ela teve espaço para se justificar.

“Sou do lado do bem. Jamais defenderia a violência. O que fiz não foi defender a atitude dos justiceiros. Defendi o direito do cidadão de se defender. Não se pode confundir o direito de se defender com a barbárie, a violência pela violência”, disse, lembrando dos que estão reféns da própria sorte.

No final do telejornal, Joseval voltou ao tema: “a liberdade de expressão é irmã da fraternidade e da igualdade”. E condenou os que tentam limitar o trabalho da imprensa, a opinião de um jornalista.

Em resumo: mesmo tirando o corpo fora, recuando, o SBT não quis deixar Rachel em maus lençóis. Não deixou de dar seu aval, mas evitou que ela opinasse novamente sobre as agressões (ao outro “marginal” e aos gays), pelo menos por enquanto. Antes da exibição do “SBT Brasil” desta quinta, Rachel deu entrevista à colega Janaína Nunes, aqui do Yahoo!, e disse que não vai se calar, “apesar das ameaças”. Leia.

Se há espaço para qualquer opinião, a liberdade de expressão, por que só agora a emissora se posicionou, deu voz ao outro lado, criticando a tal “justiça com as próprias mãos”? Tanto conservadorismo não pegou bem? Com patrocinadores? Foi mais negativo do que se esperava?

Já havia me expressado aqui sobre a escalada da violência, a banalização da vida e que, sem dúvida, Rachel tem uma legião de fãs. Mas o SBT não atinge só esses fãs. Até concordei com ela – em partes. A intenção foi boa, mas mal construída, com adjetivos e termos infelizes.

Presenciamos a falência da Policia, da Justiça, da Política? Ok. Mas ao agir da mesma forma que os bandidos, os justiceiros se igualam a eles. Não seria mais sensato exigir menos corrupção e mais segurança, de fato?

Se as palavras de Rachel tivessem sido “muito claras”, como ela mesma frisou, seria preciso tudo isso agora? Veja o vídeo com a “retratação” e vamos aos comentários…

 

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