Celebridades

José de Abreu comenta reação do público com “A Regra do Jogo”: “novela com favela, violência”

Intérprete do vilão Gibson, José de Abreu falou sobre a crise de audiência de “A Regra do Jogo” em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”. Apesar de apresentar crescimento contínuo, a novela demorou a deslanchar. Para ele, o sucesso de uma produção é algo inexplicável.

“No grupo de discussão o público disse que era muita novela com favela, violência. Tem umas coisas […], o Boni [ex-diretor da Globo] chamava de química. É inexplicável. “Roque Santeiro” e “Avenida Brasil” tiveram uma química insuperável. Isso depende de escalação, inspiração do autor, do diretor, astral dos atores, sei lá, vai somando. É algo que acontece de vez em quando. Mas é impossível repetir só porque é o mesmo autor”, disse.

Questionado se o público não quer envelhecer, ele disse: ” “Pantanal” foi isso. Sem querer, o Jayme [Monjardim, diretor] supriu uma necessidade que o público tava querendo naquele momento de ver tuiuiú voando, ter a personagem que virava onça. Benedito [Ruy Barbosa], né? E lá vem ele de novo, agora que me dei conta (risos) [o autor escreve a próxima novela das 21h]”, disse.

O ator comentou sobre o fato dos internautas comentarem uma relação entre Gibson e o fato dele ser petista. “…teve xingamento, aquela coisa primária “a arte imita a vida”. Com o Nilo foi igual, falavam que eu tinha nascido no lixo. Agora sou o chefe de quadrilha, embora de direita como eles [que me xingam]. A hora que fizer um padre, serei pedófilo. Se a pessoa não gosta de alguém, xinga de qualquer jeito. Foi o que o Umberto Eco disse, “a internet deu voz aos imbecis”.

Gibson em "A Regra do Jogo" (Foto: Divulgação)
Gibson em “A Regra do Jogo” (Foto: Divulgação)