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Jornalista denuncia descaso da RedeTV RJ com os trabalhadores

Uma jornalista resolveu procurar a redação do Famosos na Web para relatar um descaso que vem acontecendo nos bastidores da RedeTV no Rio de Janeiro.

Segundo a jornalista, a emissora antes funcionava no andar 35 da Torre do Rio Sul, porém semana passada mudou-se para o andar 33 do mesmo prédio. O motivo segundo ela, foi a economia que a emissora pôde fazer, antes pagava 100 mil reais pelo aluguel, agora o valor caiu para 30, ou seja 70% de economia. Até ai tudo bem, porém o problema é que o lugar é pequeno e segundo ela, os trabalhadores estão sendo colocados em salas com situações desumanas.

Segundo a jornalista que também é advogada, o diretor administrativo da emissora, Conrado Nobili, resolveu alocar cerca de 15 jornalistas em uma mesma área das antenas que transmitem a programação do canal para a região do Sumaré e em consequência para São Paulo.

A antena é enorme e por determinação da Anatel deve ficar em um local isolado, pois emite ondas de radiofrequência radioativas que provocam sérios danos à saúde de qualquer pessoa, como por exemplo câncer. “Ela está em um quadrado protegido por uma parede de gesso, quando o correto em qualquer emissora é ser cercada por uma parede de chumbo para evitar o contato dessas ondas com os funcionários. Mas, novamente, por ordem do diretor administrativo, Conrado Nobili,essa parede de chumbo não será construída, pois o mesmo não acha necessário. No entanto, quando essa mesma antena ficava ao lado da sala dele, na sala do andar 35, ela imediatamente mandou construir a parede de chumbo para que ele não fosse atingido por radioatividade”, disse a jornalista.

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Inclusive os repórteres cinematográficos e motoristas do setor administrativos estão sendo obrigados a esperar as demandas diárias no hall do Shopping Rio Sul, pois no novo espaço não há espaço suficiente. No antigo escritório eles tinham uma sala própria para eles. Outro problema é a cozinha, se antes na sala do andar 35 existia geladeira e micro-ondas para os funcionários levarem suas refeições e consumirem em uma mesa com capacidade para quatro pessoas, na nova cozinha foi vetada a geladeira e o micro-ondas e também não existe mesa. Os funcionários são obrigados a consumirem alimentos do Shopping Rio Sul, onde o quilo da comida em restaurantes custa no mínimo 50 reais.

A sala nova continua em obras e os funcionários são obrigados a cumprirem as tarefas diárias no meio de equipamentos perigosos, como furadeiras, serrotes, martelos, tintas com forte cheiro, além do barulho insuportável da obra em si. No departamento de jornalismo só existe espaço para dez funcionários, os outros são obrigados a sentarem no chão, esperando vagar um espaço com computadores para começarem a trabalhar. Nem mesmo a gerente de jornalismo tem um lugar para trabalhar, não montaram uma sala para ela. Antes, na sala do andar 35, ela tinha uma sala para trabalhar.

Todos esses problemas já foram relatados para o Ministério do Trabalho do Rio de Janeiro e até agora não foi feita uma inspeção para verificarem as más condições de trabalho de mais de 60 funcionários. Segundo a jornalista que resolveu nos contar isso, os jornalistas que estão trabalhando no local vivem uma humilhação diária.

Funcionários sofrem com descaso (Foto: Reprodução)

Funcionários sofrem com descaso (Foto: Reprodução)

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