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“Jornal Nacional” é criticado por “invadir” velório coletivo dos jogadores da Chapecoense

O “Jornal Nacional” do último sábado, 04, como já é de praxe, fez uma boa cobertura da despedida dos mortos na tragédia com a Chapecoense. No entanto, uma atitude do telejornal, pelo menos para alguns, soou como desrespeito a família das vítimas. Segundo a analise do colunista Maurício Stycer, a ideia da direção em colocar uma repórter filmando o velório com um celular não foi nada legal.

A repórter trata-se de Kiria Meurer, que após gravar uma prévia parte da reportagem, logo se atém à avisar que não era permitido usar câmera no local: “A partir deste momento, a nossa câmera, com cinegrafista, não pode entrar. Então eu vou gravando com o meu celular”, disse ela, que já estava no ônibus filmando o clima péssimo dos familiares.

Enquanto isso, ela encontrou com uma certa pessoa e logo questionou o que ela fazia naquele lugar, foi quando a moça respondeu que era esposa do fisioterapeuta, Rafael Lobato. Nesse momento, a repórter faz uma observação considerada cretina, ao insinuar que a angústia acabava naquele momento, mas a “entrevistada” responde dizendo que o inferno estava apenas começando. No mais, a repórter ainda se deu ao luxo de caminhar pelo velório filmando a si própria, enquanto narrava o que via naquele momento. Claro que pode ter sido uma ferramenta do  jornalismo, mas muitos não viram assim.

Repórter invadiu velório com um celular (Foto: Reprodução/Globo)

Repórter invadiu velório com um celular (Foto: Reprodução/Globo)

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