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“Dor que reacende”, diz mãe de Eliza Samudio após goleiro Bruno ser solto

O goleiro Bruno foi liberto após cumprir uma parte de sua pena, mas Sônia Moura, mãe da falecida Eliza Samudio, assassinada por Bruno, revelou que não concorda com a decisão do Ministro do STF Marco Aurélio Mello. “O momento é de muita indignação. Infelizmente não podemos confiar na Justiça dos homens, só na de Deus. É uma dor que reacende”, contou Sônia, avó do filho de Bruno.

Sônia revelou que considera pouco os sete anos que Bruno passou preso. E não quer saber se ele diz estar arrependido. “Infelizmente, ele ficou menos de sete anos preso. Se ele está arrependido, eu não sei e não quero saber. Não me interessa”, disse Sônia.

Ela contou ainda que evita falar sobre o ocorrido em 2010 com o neto. “A gente evita falar no assunto (goleiro Bruno) até para o bem da criança. Melhor esquecer e tentar viver a vida. Não pensei nisso, não penso nele. Não queremos nada dele, nem uma aproximação . É uma dor que nunca vamos superar. Meu neto tem saúde e no final o que importa é isso. Não podemos esperar nada de ninguém”, encerrou.

Goleiro Bruno foi solto hoje (24/02); saiba tudo

O Brasil parou há 7 anos atrás, quando um jogador de um dos clubes mais aclamados pelos fanáticos em futebol acabou sendo apontado como o pivô de um crime sem escrúpulos. O caso Elisa Samudio, que em 2013 recebeu um novo episódio, após o ex-goleiro Bruno ser condenado em 22 anos de cadeia, está prestes a retomar os holofotes.

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Segundo informações do jornal gaúcho “A Notícia”, o ex-goleiro teve um pedido de habeas corpus acatado, e será solto a qualquer momento. Marco Aurélio, ministro do STF que substitui Teori Zawaski e está responsável pelo caso, afirmou que estava havendo uma inversão na ordem dos fatos. Um novo julgamento estava para acontecer e definir um novo prazo de pena, fazendo com que a prisão de Bruno fosse preventiva. No entanto, segundo a autoridade, esse prazo de prisão preventiva estrapolou, e ele deve ficar solto até que um novo julgamento seja realizado.

“Colocou-se em segundo plano o fato de o paciente ser primário e possuir bons antecedentes. […] A esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato”, justificou o ministro que, no ato do deferimento da liminar, argumentou também as condições para a soltura de cunho provisório, como da “necessidade de permanecer na residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade”.

Ex-goleiro do Flamengo, Bruno. (Foto: Reprodução/Record)

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