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Após polemica de Segundo Sol, surge projeto de lei que poderá obrigar TVs a incluir mais negros em seus projetos

Em 11 de abril, antes de Segundo Sol ser acusada de mostrar uma Bahia “branca demais”, O deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ) já protocolava um projeto de lei que obriga emissoras de rádio e TV a terem pelo menos 30% de negros em todos os seus departamentos, incluindo os elencos de novelas e séries. A proposta foi apresentada na Câmara dos Deputados, mas ganhou força com a polêmica em torno da nova trama das nove da Globo.

A ideia do projeto seria que a cota atingiria tanto empresas públicas, como TV Cultura, quanto companhias privadas, como Globo, SBT, Record e RedeTV!. As mesmas teriam de seguir a norma projetos de séries, filmes e programas da TV que contam com incentivos fiscais, via recursos da Ancine (Agência Nacional do Cinema) ou de leis de estímulo ao audiovisual.

O deputado acredita que o murmúrio em torno da novela Segundo Sol pode ajudar o projeto a sair do papel. “Veio a calhar porque o tema passou a ser mais debatido. Se as pessoas simpatizarem com o projeto, é possível que ele seja aprovado mais rápido.”, diz Cabral, que é filho do ex-governador do Rio de janeiro Sérgio Cabral, diz que a ideia do projeto surgiu durante a cerimônia do Oscar deste ano.

Teve todo um debate em torno dessa questão porque, pela primeira vez, um negro ganhou o Oscar de melhor roteiro original“, lembra o político, referindo-se ao diretor e roteirista norte-americano Jordan Peele, premiado pelo filme Corra!. Caso aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto seguirá para o Senado Federal, depois para a análise presidencial e assim se tornará lei.

Deborah Secco viverá Karola em Segundo Sol (Foto: João Cotta/Globo)

Deborah Secco viverá Karola em Segundo Sol (Foto: João Cotta/Globo)

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