Celebridades

Analista garante que sem a Globo, CBF terá prejuízo incalculável

A decisão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em criar um novo modelo de transmissão, onde a Globo acabou sendo jogada para canto, acendeu uma luz vermelha internamente, e isso já começa a ser analisado por pessoas que entendem do assunto, como é o caso de Fabio Wejngarten, que atua há 17 anos observando o mercado de mídia do país,sendo o criador do Controle da Concorrência.

Sem nenhuma relação com a Globo, Fábio é categórico ao dizer que o modelo de negócio da CBF não dará certo, alertando ainda para a preocupação dos anunciantes da própria seleção. Fábio explica que a exposição da TV aberta é infinitamente maior do que a opção encontrada pela CBF para “substituir” a Globo, que são TV Cultura e TV Brasil, que juntas, pela manhã, horário dos próximos amistosos, não conseguem alcançar nem 20% da audiência da Globo no mesmo momento, que gira na casa dos 10 pontos de audiência.

Veja também:

Ele ainda garante que sem a TV aberta, a CBF terá prejuízo incalculável, tendo em vista que muitos dos anunciantes que colocam milhões na seleção, fazem isso por conta de toda exposição no Grupo Globo, e que sem essa exposição, não há sentido gastar tanto para se ter uma exposição absolutamente menor. De qualquer forma, a CBF acha que o Facebook vai complementar a audiência de TV Brasil e Cultura, o que é rebatido pelo analista, que já alerta para a dificuldade do Facebook em vender as 4 cotas de patrocínio. Além disso, ele conta que não são todas as pessoas, em especial os mais velhos, que conseguirão assistir ao jogo online, muito pela falta de relação com as redes sociais, logo a exposição começa a ser diminuída, e quando se é colocada a questão dos dados móveis, logo compreende-se que são poucas pessoas que conseguem ter um excelente plano que lhe permita assistir todo um jogo online e ainda usar ao longo do dia. Quando fala-se em rede wi-fi, é um benefício que fica um tanto restrito, pois há muitas cidades no país que ainda não contam com o wi-fi, o que acaba rebaixando mais uma vez a exposição do jogo.

CBF não se sustentaria sem a Globo (Foto: Reprodução)

Você também pode gostar