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Alta concorrência termina com regalias entre autores da Globo

Um dos maiores acertos da Globo foi ter colocado Sílvio de Abreu no comando da teledramaturgia da emissora. Depois que isso ocorreu, notou-se que, finalmente, o canal conseguiu se tornar uma indústria de novelas, com direito a filas de espera e um trabalho ininterrupto. No meio disso tudo destaca-se também a questão de certas regalias que aconteciam com autores da emissora, e que acaba gerando prejuízo.

De acordo com a análise do colunista Flávio Ricco, antes era comum que determinado autor, após escrever uma novela, ficasse pelo menos 3 anos de folga, para só então voltar a pensar em fazer algo. Agora, isso é algo que praticamente não existe. Com o aumento na concorrência, todos estão trabalhando praticamente de forma contínua, sempre pensando em um novo projeto ao consolidar o fim de outro. Quando não estão na construção de uma sinopse de uma novela, estão trabalhando como supervisor dos novatos, coautor ou produzindo projetos menores. O importante é não ficar ocioso, mantendo a engrenagem sempre funcionando.

Algo que, inclusive, vai valendo para atores

Há não muito tempo era comum ver certos atores da Globo, os chamados veteranos se recusando a aceitar participar de novelas das seis e sete horas. A emissora aceitava a recusa sem criar problemas. No entanto, isso parece ter acabado. Nessa nova onda de contrato por obra, o trabalho acabou ficando escasso para aqueles que antes se davam ao luxo de recusar convites.

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Diante disso, agora é comum que se veja atores renomados em qualquer projeto, como é o caso de Tony Ramos e Regina Duarte, que estarão em “Tempo de Amar”, nova novela das seis, que estreia hoje. Até mesmo “Malhação” poderá contar com atores de grosso calibre, como foi recentemente na temporada passada de “Malhação”, que no seu elenco teve nomes como Thiago Fragoso, Deborah Secco e Marcos Pasquim.

Aguinaldo Silva e Emanuel Carneiros, ambos autores da Globo (Foto: Reprodução/UOL)

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