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Coluna Ady Jr: A garota prodígio do Sbt (entrevista)

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Em meio a uma guerra por audiência, “Cúmplices de Um Resgate” vem mostrando que não tem medo, a novela vem garantindo boa audiência nas noites do Sbt. O público infantil mais uma vez confirma que é fiel e que sempre acompanha a história das gêmeas Manuela e Isabela. A trama do Sbt vem dando continuidade ao que a emissora vem fazendo a algum tempo, cativar o público infantil e conquistar toda a família brasileira.  Larissa Manuela é uma das grandes descobertas da emissora nos últimos tempos, desde “Carrossel” a atriz mirim vem mostrando a que veio, esbanjando simpatia e talento. Nascida e criada em Guarapuava, Paraná, com 14 anos de idade, lançou recentemente no cinema a produção “Carrossel: O Filme” – que ocupa o terceiro lugar entre as bilheterias nacionais neste ano, com mais de 2,4 milhões de espectadores.

Larissa Manuela é a queridinha do Sbt.

Larissa Manuela é a grande queridinha do Sbt.

Acompanhe agora a entrevista de Larissa Manoela cedida a Revista Veja, onde ela fala sobre a sua fama, planos e expectativas para o futuro.

  Como tem sido interpretar duas personagens na novela Cúmplices de um Resgate? É um desafio muito grande. Até porque nunca aconteceu de uma adolescente dar vida a gêmeas na teledramaturgia infantojuvenil no Brasil. Eu fiquei superfeliz com o presente que a emissora me deu de acreditar no meu potencial. E não é fácil. Grandes atores já viveram gêmeos. Espero que essas duas conquistem o pessoal como a Maria Joaquina conquistou. Estou dando tudo de mim.

  Você se envolveu em um acidente com um cavalo nos bastidores da novela. Ficou traumatizada? Foi um susto. Levei cinco pontos na cabeça e tive estiramento de tendão pelo impacto da queda. Mas está tudo bem. Na verdade, as gravações já tinham terminado. O cavalo se assustou e eu perdi o controle. Mas, perto do que poderia ter acontecido, as consequências foram pequenas. Tirei um tempo para me recuperar. Sempre gostei bastante de cavalo. Não sofri nenhum trauma para a vida, mas acho que por enquanto é melhor ficar um pouco longe (risos). Quem sabe um dia volto a cavalgar.

  Em O Pequeno Príncipe, você dá voz à protagonista, que se divide entre ser uma “miniadulta” responsável, cobrança da mãe, e uma criança que brinca e se diverte com o vizinho. Já sentiu essa exigência de crescer antes do tempo por ter começado a trabalhar tão cedo? Eu me identifico com a vida corrida. Porém, eu me sinto muito realizada com o que faço. Apesar da agenda apertada, eu nunca deixo de ter minha hora vaga para aproveitar, ir ao shopping, ficar com as minhas amigas, curtir um cinema. O importante é nunca perder a nossa essência. É fazer o que se gosta, com profissionalismo, mas nunca deixar a criança que existe dentro de nós. Eu gosto muito da minha personagem por ela ter uma personalidade forte. Ela é uma criança que parece uma adulta, algo que a mãe dela quer que ela vire. Isso pode até ser bom futuramente, mas não é algo que ela gostaria de estar vivendo. Então, ela conhece o aviador e vive uma aventura que a faz amadurecer.

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  Como foi começar a trabalhar tão cedo? Fui descoberta quando tinha quatro anos e meu primeiro trabalho veio aos seis, com uma campanha publicitária. Eu sempre gostei, desde essa idade estava voltada para o meio artístico. Eu já era muito noveleira, gostava de andar pela casa com as roupas da minha mãe, fazer careta na frente do espelho, brincava de boneca e fingia que agenciava minhas Barbies. Quando tive a oportunidade, pude realizar esse sonho. Hoje me sinto muito feliz. Meus pais sempre me apoiaram, estiveram junto comigo e me perguntaram se eu queria mesmo ou não seguir essa carreira. Eles até tinham que me frear, senão eu iria querer todos os trabalhos que surgissem. Apesar de ser uma vida bem corrida, eu me considero uma adolescente normal. Vou à escola, saio com meus amigos. Às vezes, é difícil passear no shopping, por exemplo, por ser reconhecida, mas adoro o que eu vivo. Não me arrependo. Muitas pessoas me perguntam se atropelei demais a minha infância e eu digo que não, eu sempre tive meu momento de brincar, de me entreter, e também minha diversão com o trabalho. Eu ganhei bastante reconhecimento depois de trabalhos marcantes, como Carrossel. Pude conquistar coisas com meu esforço, meu trabalho e persistência. Me tornei mais dedicada e responsável. Tudo isso fez parte do caminho para chegar aonde estou e pretendo ir além. O que eu perdi não foi muita coisa. O que antes me fazia bastante falta era minha cidade, Guarapuava, onde nasci. Tive que deixar meus amigos e avós para morar em São Paulo. Mas hoje eu já vivo há mais tempo em São Paulo do que vivi em Guarapuava e adoro essa cidade. Minha vida, meio maluquinha e corrida, é aqui. Me sinto feliz onde estou.

  Recentemente, os apresentadores mirins do programa Bom Dia & Cia foram impedidos de trabalhar no programa. O que acha dessa controvérsia do trabalho infantil no meio artístico? Se a criança gosta, sente vontade, é realizada e não é forçada, eu acho que não deveria ser impedida. A gente gosta do que faz. Quem gosta desse meio artístico deve ter a chance de realizar o sonho.

  Consegue organizar bem seu tempo? Sim, a gente tem que ter tempo para tudo. O estudo, minha educação, está em primeiro lugar. Estou no ensino médio e logo, logo tem a faculdade. Eu pretendo fazer artes cênicas e, como segunda opção, moda, que também mexe com esse lado artístico.

  Mesmo sendo uma vilã, a Maria Joaquina fez muito sucesso entre as crianças. Por que acha que isso aconteceu? A Maria Joaquina tinha uma personalidade muito forte e complicada. Ela tinha questões que não aceitava, como a cor do Cirilo. Então, tratamos na novela de temas como o racismo e o bullying. Ela ajudou a apresentar essas questões para as crianças, para elas aprenderem a conviver em sociedade de forma a ver todo mundo igual e ser amigo de todos. Eu tinha medo de que a Maria Joaquina fosse odiada, mas, pelo contrário, ela foi muito amada. E o melhor é que os fãs conseguiram separar bem a personagem da Larissa Manoela.

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