“Vitória” vem para terminar a reconstrução da teledramaturgia na Record

Uma profunda crise se instalou nos bastidores do RecNov com a novela “Máscaras” (2012), uma das novelas mais inteligentes dos últimos tempos assinada por Lauro César Muniz, o público não entendeu a história de Maria (Miriam Freeland), Otávio (Fernando Pavão) e Eliza (Paloma Duarte), uma das histórias mais bem construídas pelo dramaturgo. Apesar de ser considerada o maior fracasso da história da Record a novela é muito inteligente e não merece o título de FRACASSO.

Balacobaco = Assinada por Gisele Joras a novela é o oposto de sua antecessora, no que diz respeito a colorido. A história de Eduardo (Vitor Pecoraro), Isabel (Juliana Silveira) e Norberto (Bruno Ferrari) mostrou acima de tudo a maturidade da autora e personagens bem construídos como a mãe da protagonista, que tinha vários parafusos a menos. Como esquecer as gêmeas Diva (Bárbara Borges) e Dóris (Roberta Gualda), o pasteleiro Osório (André Matos) e sua filha temperamental Violeta (Simone Spoladore).

Dona Xepa = A história da batalhadora Carlota Losano (Ângela Leal) cativou o público e mostrou para as pessoas o estreante em novelas Gustavo Reiz, com uma história enxuta a vida da alpinista social Rosália (Thais Fersoza) que fazia chacota da condição social da mãe e ainda achincalhava o irmão Èdison (Arthur Aguiar) por apoiar a matriarca da família Losano.

Pecado Mortal = Primeira novela de Carlos Lombardi na Rede Record tem o melhor texto da emissora, com diálogos bem construídos, personagens marcantes e uma história que vai deixar os órfãos de boas histórias com saudades desta grande novela.

Vitória = Cristiane Fridmann volta ao horário nobre depois do sucesso estrondoso de “Vidas Em Jogo” (2011) e promete mexer muito com os telespectadores. Esta é a última parte da reconstrução da dramaturgia do canal, nazismo, cavalos, vingança, os temas são os mais variados e uma surpresa a personagem de Lucinha Lins vai sofrer com uma grave doença ao longo da história.