Turistas que vieram para a Copa listam o que acharam mais surpreendente.

Copa do Mundo Brasil 2014

O americano Joe Bauman, que veio para a Copa do Mundo no Brasil, achou estranho ver que todo mundo colocava algo que parecia areia na comida. Foi assim que ele descobriu a farofa e virou adepto. “Comecei a colocar farofa em tudo”, conta ele, que também ficou surpreso com as paisagens naturais, a obrigatoriedade de votar nas eleições e o interesse das brasileiras pelos gringos.

O G1 perguntou a Joe e a outros 11 estrangeiros que visitaram o Brasil durante o Mundial o que eles acharam mais curioso ou diferente aqui em relação a seus países de origem. As respostas foram variadas, mas um ponto se repetiu em quase todos os depoimentos: a surpresa positiva com o jeito alegre e receptivo do povo. Confira a seguir o que os turistas responderam:

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Florent Garnerot, do Canadá
– Na praia, os brasileiros ficam de frente para o sol, e não para o mar. Achei interessante!
– Os brasileiros se encontram, bebem juntos e dividem a conta. No Canadá, cada um paga o que consome.
– Aqui os casais se beijam e demonstram afeto em público, o que não acontece no Canadá.
– As mulheres sempre usam joias, maquiagem… Elas se arrumam muito.
– Quando quero encontrar um amigo no Canadá, preciso planejar com pelo menos uma semana de antecedência. Eles precisam falar com suas mulheres, etc. No Brasil, isso é muito mais espontâneo.

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Joe Bauman, dos Estados Unidos
– Quando cheguei aqui, me perguntava por que todo mundo colocava areia na comida. Depois provei e vi que tinha gosto de bacon. E finalmente comecei a colocar farofa em tudo.
– Os brasileiros bebem muito. Todos os compromissos sociais envolvem amigos e cerveja.
– Achei estranho ver que muitas famílias de classe média têm empregadas domésticas. Nos EUA, só os ricos têm. Fiquei um pouco desconfortável de ver que uma estranha ia fazer minha cama, lavar minha roupa ou preparar meu café da manhã.
– Os brasileiros adoram dar comida para as visitas. É a forma de eles cuidarem de você.
– Fiquei impressionado de saber que os adultos são obrigados a votar. Nos Estados Unidos, temos taxas vergonhosamente baixas de comparecimento nas eleições.
– Fiquei maravilhado com as belezas naturais. As montanhas, as praias, a vegetação, tudo é diferente de onde eu moro. Não podia acreditar que existisse um parque do tamanho do da Tijuca dentro de uma grande cidade como o Rio.
– Fiquei impressionado de saber que foram criadas tantas Constituições no país e que a versão atual recebeu tantas emendas. É muito diferente da Constituição americana, que é muito antiga e foi modificada poucas vezes.
– Achei meio nojento ver que aqui jogam o papel higiênico na lixeira [e não no vaso sanitário]. Não fica um cheiro ruim?
– Aqui passam muitos programas de TV americanos, mas tudo da década de 1990. Achei engraçado ver que os brasileiros adoram o seriado “Friends”, que não vai ao ar nos EUA há mais de dez anos.
– As brasileiras parecem adorar os gringos. Estranho, né? Mas achei isso ótimo. Aliás, minha parte favorita do Brasil, com certeza, foram as brasileiras. Eu me apaixonei. Mais de uma vez. Certamente voltarei um dia ao Brasil para encontrar minha futura mulher.
– O coração e a alma deste país maravilhoso são os brasileiros. Eles queriam me mostrar tudo e se certificar de que eu tivesse uma boa experiência – e eu certamente tive!

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Luka Jesih, da Eslovênia
– Os brasileiros falam alto, quase gritando, e muito rápido.
– Vocês comem MUITO. Muito mesmo. Passei uma semana com uma família brasileira e sempre tinha alguma comida ou fruta na mesa.
– Na Europa, tudo é mais calmo. No Brasil, quando as pessoas cantam o hino, elas choram, cantam alto e com muita emoção.

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Richard Diaz, do Chile
– Fiquei surpreso de ver como é rápido fazer amigos aqui, tanto na favela quanto nos condomínios mais exclusivos.
– Percebi que os homens são muito machistas. Eles tratam as parceiras como empregadas deles, especialmente em relação às tarefas domésticas.