Tatá Werneck revelou tudo para a revista ‘QUEM’

Você está entre as figuras mais famosas do Brasil…
Tatá Werneck: Menino! Não fala isso! Me dá até tremelique…

Você não tem essa percepção? Tem quase 5 milhões de seguidores numa única rede social…
Tatá Werneck: Eu não percebo isso. Eu sempre acreditei muito que um dia ia conseguir viver da minha arte e sustentar minha família com o dinheiro do meu trabalho. Mas eu não imaginava todo esse retorno. Eu nunca imaginei que isso tudo ia acontecer!

Já teve que fazer outras coisas para se sustentar?
Tatá Werneck: Muita coisa! Já fiz artesanato, em festa infantil fui a “Tia Pipoca”… Desde que entrei no teatro, aos 9 anos, não parei mais de trabalhar. Aos 18, eu cheguei a um acordo com meus pais de que era importante que eu me sustentasse, então fui fazendo essas coisas todas para manter meu sonho de ser atriz. Eu vendia maquiagem de porta em porta e dava aula de automaquiagem. Na época, fiz trabalhos ótimos em hospitais, por exemplo, com mulheres que estavam passando por algum problema e tinham a autoestima baixa por isso. Eu ensinava maquiagem e elas se sentiam mais bonitas. Eu era a pior vendedora do mundo, mas eu amava! Para uma mulher, a autoestima baixa é algo muito difícil, sabe?

E hoje você faz até comerciais.
Tatá Werneck: Eu sonhava em fazer campanha de cabelo! Eu sempre via aquele padrão de mulheres saindo do mar, impecáveis. Achava aquilo o máximo… E eu fiz (uma campanha de cabelos)! Realizei sonhos que jamais imaginaria que fossem acontecer. Eu cantei com o Roberto Carlos! Eu nunca pude nem sonhar com isso… Essa coisa de ser famosa nunca passou pela minha cabeça.

Mas você percebe o assédio nas ruas, certo?
Tatá Werneck: Às vezes, se alguém me olha, eu penso se estão me dando mole, se é um assalto ou se é um primo de Macaé! E como sempre fui essa pessoa que fala com Deus e o mundo, isso é algo natural. Só aumentou o número de pessoas com as quais eu falo (risos).

E você consegue ir ao supermercado?
Tatá Werneck: Eu adoro! Acho o máximo. Sempre que posso, vou. E a relação das pessoas comigo é de intimidade, carinho, como se eu fosse uma velha amiga. Às vezes, me pegam no colo, me tiram do chão. Contam coisas, perguntam, sabem de mim. Eu nunca deixaria de fazer um supermercado na vida.

Você emagreceu bastante…
Tatá Werneck: Você notou? Durante Amor à Vida, eu ganhei sete quilos. Na época, eu pretendia ser vegana – mas comia peixe. E eu acabava abusando durante as gravações, já que a Valdirene estava sempre mastigando, então engordei muito. Como minha mãe e minha avó têm doença celíaca e na casa delas não entra glúten, quando acabou a novela acabei incorporando isso também e retomei minha alimentação.

Tem facilidade para emagrecer?
Tatá Werneck: Para emagrecer e para engordar! Meu corpo é meio sanfona. Emagreço e engordo muito rápido. Hoje, você disse que estou magrinha. Mas é capaz de você me encontrar amanhã e falar: “Você engordou um pouco, Tatá” (risos).

A idade a preocupa?
Tatá Werneck: Não. Se você me perguntar quantos anos eu tenho, é capaz de eu responder 22. Eu me sinto com 22. Aí, lembro que se passaram mais 10. E, muitas vezes, faço coisas de 12. Agora, na novela, a Danda tem 23 anos. Eu tenho 31. E estou ao lado da Bruna, que tem 19. Vejo as cenas e acho que a personagem parece mais nova, pois tem a ver com a energia que eu coloco ali.

É feliz com seu corpo?
Tatá Werneck: Eu tenho uma relação muito boa e amo meu corpo como instrumento de trabalho. Não tenho problemas em fazer coisas muito bizarras, que talvez outras mulheres não topassem na TV. Eu fiz uma personagem, uma taxista no Vai que Cola, e transformei este corpo em uma forma muito estranha: barriga para fora, bunda para dentro… Era horrível! Sou muito grata por ele me permitir tudo isso. Agora, como mulher, são raras as que conheço que estão plenamente satisfeitas com o delas. Então, eu posso dizer que amo o meu. Estou muito satisfeita com meu corpo. Mas eu poderia malhar? Poderia (risos).

QUEM:  Você faria uma plástica?
Tatá Werneck: Eu sou muito medrosa para cirurgia, sabe? Mas acho que se algo o incomoda e mudar isso vai deixá-lo mais feliz, faça. Meu nariz nunca me incomodou. Agora, às vezes, eu olho e penso: “Poderia tirar um pouco aqui em cima”. Uma coisa leve (diz, apontando para o dorso do nariz). Mas se eu for fazer, vou contar logo, para não ficarem perguntando depois. Ainda não tenho certeza… Sou muito medrosa.

QUEM:  O que você acha bonito em uma mulher?
Tatá Werneck: Sabe aquele estilo de mulher da cachoeira? Que sai linda de lá, sem maquiagem? Ou a que joga futebol de biquíni na praia, sabe? Uma Paolla Oliveira, que sai do mar muito gata e dá aquela corridinha. Eu gosto da mulher autêntica, solar…

QUEM:  E em um homem?
Tatá Werneck: Ah, o senso de humor. Admiro homens que sejam inteligentes e tenham senso de humor. E detesto aqueles com regras do tipo: “Mulheres não podem…”. Qualquer homem que tenha um achismo de que “mulheres não podem” alguma coisa não é homem para mim. Senso de humor me atrai muito.

QUEM:  Você está namorando (o ator Renato Góes publicou em uma rede social uma foto beijando Tatá)?
Tatá Werneck: A vida inteira eu namorei. Gosto de namorar. Mas eu não diria que estou namorando… Mas também não estou sozinha… É isso.

QUEM:  Já sofreu bullying?
Tatá Werneck: Eu vivi todas as fases da vida muito intensamente. Passei por tudo o que um adolescente e uma criança poderiam passar. Imagina tudo o que eu poderia ter aprontado, eu aprontei. Só nunca fui dessa coisa de drogas. Nunca usei na vida. Mas eu era uma criança que sofria e que praticava o bullying. O maior preconceito do qual fui vítima foi por ser uma menina muito extrovertida. As meninas eram muito certinhas, muito princesas… e eu era muito espoleta. Então, quando elas estavam bonitinhas com seus lápis de cor, eu estava em cima da mesa. Sempre fui a representante de turma, fazia movimentos, abaixo-assinado… Uma vez, eu estudava numa escola em que fizeram uma lista dos dez alunos mais bagunceiros. Eram nove meninos e eu. E não criticavam os meninos! Era legal para eles serem bagunceiros. Mas a mim criticavam: “Como você pode ser a única menina na lista? Você precisa se comportar”. Lembro que eu sofria muito com isso. Conquistar um prêmio de mulher do ano da GQ (em 2014), uma revista masculina, teve um peso importante. Os fatos que apontavam para me diminuir como mulher, hoje, são enaltecidos como algo que fez a diferença.

QUEM:  Uma curiosidade: como é que você dorme?
Tatá Werneck: Eu durmo bem gata: com baby-doll. Sou viciada em coisas de domir. Se for para domir de pijama, tem que ser coordenado. Minha cama é toda produzida. Fico pouco tempo em casa. Então, esse é meu momento. Por isso, quero dormir de baby-doll, quero uma cama gostosa, com tudo a que tenho direito.

QUEM:  A novela se passa em São Paulo, qual sua relação com a cidade?
Tatá Werneck:  Todo mundo imagina que sou paulista. E também acham que sou mais alta (risos)! Eu adoro São Paulo. Morei três anos aqui, quando passei para o teste da MTV. Depois da primeira vez que cheguei para gravar, de ônibus, na rodoviária (em 2010), eu não voltei mais. Ia gravar só o Quinta Categoria, aí fiz também o Comédia MTV, fiz peça e, quando vi, estava morando aqui havia três anos. Me apaixonei. Sou apaixonada por São Paulo, por essa vida que não para, a coisa cultural, de ter o que fazer o tempo todo… Me sinto feliz aqui.

QUEM:  Sua personagem é ambiciosa. Tem algum ponto em comum com ela?
Tatá Werneck: O único ponto que encontro entre mim e a Danda é esse frenesi da juventude. Essa coisa de agir por impulso. Eu era uma adolescente muito impulsiva, do tipo que dizia: “Vamos para Nova York amanhã!”. Sobre a ambição, essa palavra vem sempre com uma conotação pejorativa. Então, eu digo que sou muito sonhadora. Sonho alto, rezo forte e trabalho duro. Sou muito devota de São Miguel, estou sempre rezando e agradecendo.

QUEM:  De onde vem essa fé?
Tatá Werneck: Eu aprendi com minha avó, Denguinho, a vó Nina, a ter fé. Ela é um ser absolutamente iluminado, que me ensinou a ser assim em todos os momentos. Eu tenho uma fé inabalável.

QUEM:  E também adora bichos.
Tatá Werneck: Muito! Adoto vários. Já tive 22 gatos de rua em casa! Hoje, tenho oito. A primeira coisa que fiz quando pude comprar alguma coisa foi ter um sítio, onde pretendo construir um abrigo para animais abandonados.

QUEM:  É uma mulher feliz?
Tatá Werneck: Nossa, sou muito feliz e muito grata! Eu tenho 31 anos. E cheguei aqui super-realizada, sabe? Com amigos, conquistando coisas boas. E olha: sou feliz desde nova. Pequenas coisas me fazem feliz. Se uma borboleta passar aqui, eu sou capaz de ficar o dia todo: “Senhor, obrigada pela borboleta!”. Sou feliz aqui, neste momento.

Tatá Werneck

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