SBT não quer segurar mais ninguém do seu elenco

A direção do SBT erradamente ainda se vale da mesma e antiga ladainha do “amor à camisa” para segurar o seu elenco, entendendo que todos continuam felizes e satisfeitos pelo simples prazer de trabalhar naquela casa. Como se isso resolvesse a despensa de alguém.

E é um discurso que vai tão longe, que, de tanto ser usado, chegou aos ouvidos do dono como verdadeiro. Até ele passou a acreditar.

São raros, talvez não passem de uns dois ou três em seu Artístico e Jornalismo, os casos de pessoas que gozam do privilégio de possuir um vínculo seguro com a emissora. Todos os demais têm contratos por “tempo indeterminado”, que é uma coisa que não existe. É o mesmo, por mais incoerente que possa parecer, que não ter contrato. Não há nenhuma outra situação mais insegura que esta. A qualquer melhor aceno da concorrência, o cidadão pega o seu boné e se manda.

Lá se vai o “amor à camisa”, que também no futebol foi aposentado há muito tempo.

O caso é sério

Espichando o assunto acima, por que se deu a saída do César Filho para a Record? Porque o seu vínculo com a empresa foi assinado nessas condições.

Por que o Celso Portiolli não saiu e renovou ganhando a mesma coisa? Porque não tinha convite de ninguém. Simples assim.

O SBT está exposto à concorrência. Se qualquer emissora tiver interesse em alguém do seu elenco, leva, sem nenhuma dificuldade.

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