Ricardo Tozzi passa de mocinho a vilão

ricardo-tozziEm busca de audiência o mocinho vira vilão na novela “Geração Brasil”, tudo pela audiência está sendo o lema da novela. Autor escrevendo e mudando a trama programada para ver se então consegue um índice razoável.

“Geração Brasil” entrou no ar como uma novela moderna, que tiraria do buraco o horário das sete, antes afundado por “Além do Horizonte”. Passados meses da estreia, a novela ainda vê seus índices abaixo do esperado e repercute muito pouco se comparada a divertida “Cheias de Charme”, também dos mesmo autores. Internamente avalia-se que o público fica confuso com o excesso de tecnologia na trama, que aborda o mundo da informática. Mas não é só isso.

O atual folhetim das sete ignora uma regra básica do folhetim: não há vilão. Simplesmente não existe um personagem que faça com que os mocinhos sofram, promova falcatruas, injustiças e aja com sangue frio. E sem antagonista a história não anda, o público não tem para quem torcer. O problema de “Geração Brasil” é bem mais simples do que se pensou. E só agora a Globo acordou para o caso.

Nas próximas semanas, Herval (Ricardo Tozzi) começará a mostrar falhas de caráter e tentará atrapalhar a vida de Verônica (Taís Araújo), Jonas (Murilo Benício) e Pâmela (Claudia Abreu). A manobra é parecida com a usada por Manoel Carlos em “Em Família”. Quando se deu conta de que não havia mais vilania na sua trama, o autor resolveu transformar o mocinho Laerte (Gabriel Braga Nunes) num ciumento louco. Não funcionou. Vejamos como o recurso se aplicará na novela das sete.