Resumo das semi-finais da Copa do Mundo

untitled-1_1 CRÔNICA

A Copa está acabando. Quem dera, ao menos para os brasileiros, tivesse acabado antes do 8 de julho de 2014. As semifinais do Mundial no Brasil renderam ao Brasil o seu maior vexame da história. E muito mais. Um golaço de Schürrle, imagens marcantes nas arquibancadas e uma grande defesa. A Copa manteve a boa média de gols. São 2,7 por jogo. Mas tudo graças aos sete feitos pela Alemanha nos brasileiros.

Argentinos e holandeses não conseguiram contribuir para tal estatística. Mas o duelo na Arena Corinthians foi histórico. Foi o fim do jejum dos hermanos, que clamavam pelo retorno à final da Copa. Foi o dia de Romero. Robben bem que tentou. Correu e driblou, como sempre. Mas não conseguiu ser tão decisivo. Mas as duas partidas pelas semifinais da Copa das Copas foram históricas por vários motivos. Confira alguns deles aqui:

MICO

Seis minutos que ficarão para a eternidade. Foram quatro gols em tal intervalo de tempo, e o placar final de 7 a 1 para a Alemanha. A derrota brasileira em Belo Horizonte não foi apenas o mico da semifinal da Copa do Mundo de 2014, mas o maior mico da história da seleção brasileira. E será difícil superá-lo no futuro.

GOLAÇO

Argentinos e holandeses não contribuíram, mas os alemães deixaram várias opções para que um golaço fosse eleito. A troca de passes e a eficiência nas finalizações deram brilho a todos os gols do time de Joachim Löw, mas Schürrle fechou o caixão dos brasileiros com muito estilo. Ele recebeu de Muller no lado esquerdo da área, dominou e emendou de canhota, no ângulo direito de Julio César. O goleiro brasileiro reagiu com o peso dos seis gols que já havia tomado e ficou entregue no lance. Um golaço.

DEFESAÇA

O gol de honra – se é que é possível usar esse termo – do Brasil poderia ter saído antes dos 45 minutos do segundo tempo. Mas a Alemanha está na final não somente pela eficiência técnica e tática de seus jogadores de linha. O goleiro Neuer mostrou por que é um dos melhores do mundo. Aos sete minutos da segunda etapa, Paulinho teve duas oportunidades para diminuir o vexame brasileiro. Mas os dois chutes do volante pararam na muralha alemã, que fez, em sequências, as duas defesaças das semifinais da Copa. Julio César sofreu sete gols, mas merece menção honrosa com a defesa ao chute de muller  aos 15 minutos do segundo tempo.

Não é apenas uma imagem. São várias. Inúmeras.e que formam a mesma imagem  Incrédulos, tristes, decepcionados, os torcedores brasileiros nunca pensaram que pudessem ver o que estavam presenciando. O choro e a dor dos torcedores da Seleção representam a imagem das semifinais da Copa no Brasil.

HERÓI

Romero não foi chamado de santo pelos jornais argentinos em vão. Eram 24 anos de espera e sofrimento para ver a Argentina na decisão de uma Copa do Mundo novamente. Messi, Agüero e Higuaín não decidiram no tempo normal, e o goleiro, o herói improvável da seleção recheada de craques, defendeu dois pênaltis e recolocou os hermanos na final do Mundial. É o herói das semifinais da Copa de 2014

DRIBLE

Todos sabem o que Robben fará com a bola. Mas poucos conseguem pará-lo. Contra a Argentina, o craque holandês mostrou mais uma vez sua como é efetivo com sua perna esquerda. Já aos seis minutos da prorrogação, ele recebeu no canto esquerdo e se livrou de três marcadores, inclusive jogando a bola entre as pernas de um deles, entrou na área, mas cruzou nas mãos de Romero. O lance não rendeu o gol salvador para a Laranja, mas deu o selo de drible das semifinais para o camisa 11 de Louis Van Gaal.

GOL PERDIDO

Palacio teve a sorte de ter Romero em dia inspirado. Não fossem as defesas do goleiro nas cobranças de pênalti, a Argentina poderia ter sido eliminada, e os argentinos lamentariam para sempre o gol desperdiçado pelo atacante da Inter de Milão, aos nove minutos do segundo tempo da prorrogação diante da Holanda. Ele foi lançado por Maxi Rodríguez e, cara a cara com o goleiro Cillessen, tentou fazer o gol com uma cabeçada por cobertura. Mas faltou força. E técnica. Van Persie, que já havia deixado o campo, poderia ter sido inspiração para o jogador.

ATOR

Eram 16 minutos do segundo tempo. O Brasil perdia por 5 a 0, mas começou a etapa complementar criando mais chances, mas sem aproveitá-las. Foi exatamente o que Maicon fez. Ao receber ótimo lançamento de David Luiz, o lateral-direito entrou na área em boas condições para fazer uma boa jogada, mas preferiu tentar cavar um pênalti. A atitude provocou a fúria dos alemães, que cobraram um cartão amarelo para o brasileiro, mas o árbitro não deu