Renato Aragão faz desabafo e critica politicamente corretos

Renato Aragão e embaixador do "Criança Esperança" (Foto: Divulgação)

Renato Aragão e embaixador do “Criança Esperança” (Foto: Divulgação)

Renato Aragão não está gostando nada da situação atual do Brasil, onde o humor politicamente incorreto é visto hoje como preconceituoso. Prestes a completar 80 anos, ele reclamou que hoje, diferente da época de “Os Trapalhões” (1966-1995), gays e negros não levam as piadas na brincadeira.

“Naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas não se ofendiam. Elas sabiam que não era para atingir, para sacanear. Era uma brincadeira de circo entre mim e o Mussum (1941-1994). Como se fôssemos duas crianças em casa brincando. “, desabafou o humorista.

“A intenção não era ofender ninguém. Hoje, todas as classes sociais ganharam a sua área, a sua praia, e a gente tem que respeitar muito isso”, disse ele em entrevista à revista Playboy de janeiro. Ele, que renovou o contrato com a Globo, também se incomoda com as críticas à emissora.

Padrinho do “Criança Esperança”, Renato não tolera quando falam mal da ação. “O programa explode e é: ‘Ah, por que a Globo, em vez de fazer aquele programa, não doa o dinheiro para o povo?’ É cruel isso. Me incomoda muito quando falam da Globo. Eu não admito que falem mal da Globo”, confessa.

Sobre as críticas ao grupo dos “Trapalhões”, o ator diz não se incomodar. Para ele, muitas pessoas detonavam os filmes sem ao menos ver o conteúdo. “Eu nunca liguei para isso, nem vou ligar. Tinha gente que criticava meus filmes sem assistir! Foi comprovado isso”, afirmou.

“Mas, quanto mais eles me malhavam, mas crescia o bolo, mais dava bilheteria. Os pseudocineastas ficavam umas araras porque os filmes deles não encostavam. Chegava um nordestino com um rolo compressor e passava por cima”, comemorou Renato Aragão.