Rafinha Bastos fala sobre liberdade de expressão e questiona os pró “Charlie Hebdo” quando foi censurado

Diante das inúmeras manifestações mundo afora em apoio ao trabalho dos cartunistas assassinados do Charlie Hebdo, durante atentado terrorista no último dia 7 de janeiro, na França, o humorista Rafinha Bastos aproveitou o momento para fazer alguns questionamentos.

Em artigo publicado na coluna “Tendências e Debates”, do jornal Folha de S.Paulo, desta sexta-feira (16/01), o apresentador do “Agora É Tarde”, da Band, perguntou onde estavam os favoráveis à liberdade de expressão em 2011, quando foi censurado, depois de fazer piadas consideradas de mal gosto por alguns.

O comediante também citou o caso do seu DVD, “A Arte do Insulto”, que deixou de ser vendido por ordem judicial, além de ter perdido papeis no cinema. O apresentador e jornalista contou ainda que seu bar foi pichado com mensagens de ódio, e que à época ninguém parecia disposto a dialogar sobre liberdade de expressão.

“O que você era quando eu tentava falar sobre liberdade de expressão, mas era tachado de arrogante, prepotente e babaca? Onde você estava? Eu senti falta de você. Tudo isso ocorreu por um simples motivo: eu não pedi desculpas. E sabe por que eu não me desculpei? Porque acredito que o humorista deve ser livre para arriscar, questionar e provocar. Se eu pedisse desculpas por cada tentativa, em dois meses eu estaria domesticado”.

Para finalizar, o humorista fez elogios aos cartunistas do Charlie Hebdo, famosos mundialmente pelo tom de ironia e humor ácido de suas ilustrações. Ressaltou ainda que suas mortes não foram em vão, permitindo que as pessoas compreendessem melhor a importância da liberdade de expressão.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação