Projeto de lei pode atingir diretamente programas como ‘Cidade Alerta’ e ‘Brasil Urgente’

Programas classificados por um gênero mais “ácido”, mais sensacionalista, podem ter um ar mais leve de acordo com o que prevê um projeto de lei de um deputado paraibano.

O projeto repercutiu de maneira esporádica na mídia do estado por se tratar de uma lei feita por um deputado de lá, e que apresentou na Câmara Federal para análise uma lei que impediria presos de serem expostos na mídia, como faz programas a exemplo do ‘Cidade Alerta’ e ‘Brasil Urgente’, que além disso tem edições locais que faturam bastante em âmbito de audiência com essas entrevistas.

Apresentado pelo deputado Luiz Couto (PT) (foto), o projeto prevê ainda que seja impedido, além da divulgação de imagem dos presos, informações e dados sigilosos sobre inquéritos e processos que tramitam na justiça a nível de segredo e como fazem programas jornalísticos que taxam como “exclusivos” as matérias, a exemplo o ‘Fantástico’ e o ‘Domingo Espetacular’. Quem ousar desrespeitar pode receber multa de R$ 20 mil e de até 20 cestas básicas.

Em entrevista ao site Polêmica Paraíba, o deputado afirma que sua intenção é modificar a lei de número 4.898 (1965), elaborada no período do regime militar e tem como objetivo “adequar o estatuto do abuso de autoridade à realidade sociopolítica do país“.