Pesquisa realizada pela PwC revela projeções nos segmentos de entretenimento e mídia até 2019

A 16° edição da pesquisa Global entertainment and media outlook 2015-2019 da PwC, que analisa gastos dos consumidores e investimentos em publicidade em 13 segmentos de Entretenimento e Mídia, revela significativos resultados no cenário global e nacional em uma projeção para daqui quatro anos. Apuração feita com a participação de 54 países, o estudo indica uma evolução de U$1,743 trilhões ao ano para U$2,233 ao término do período. O mercado brasileiro, por sua vez, participará deste crescimento passando de U$42 bilhões de dólares para U$69 bilhões, média de 10,2% ao ano.

Dos 13 segmentos avaliados na Global Outlook, entre estes, acesso à internet, revistas, livros, rádio, música, filmes, games, B2B e publicidade em televisão, na internet e locais públicos, o jornal, no Brasil, se apresenta na contramão da tendência mundial de decréscimo nos valores relacionados à publicidade e consumo. O contexto brasileiro atualmente registra U$3,7 bilhões, com perspectiva de 4,2% em 2019. Um Índice de aumento de 2,8%/ano.

Na conjuntura global, a expectativa é de que essa receita diminua, passando de U$149 bilhões, em 2014, para U$147 bilhões, em 2019, queda média de 0,3% ao ano.

Ainda que a circulação média de jornais em 2014 tenha registrado 8,9 milhões unidades por dia, os gastos de anunciantes e consumidores apresentará uma expressiva mudança no país até 2019 segundo o levantamento da PwC. Se em 2014 apenas 3% dos valores eram despendidos em relação ao jornal em formato digital, após cinco anos a expectativa é de que esse meio exceda o dobro, alcançando os 7%.

Esses números são justificados pela tendência de aumento do gasto médio do consumidor com assinatura de jornal online até 2019, com previsão de crescimento de 28,3% ao ano em um cenário onde foi identificado que 25% dos adultos brasileiros lêem jornal impresso ou digital.

Em termos gerais, o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking global de gastos com mídia e entretenimento, que conta com a liderança dos EUA, seguido por Japão e China. A Europa é representada na sequência pela Alemanha, em 4º, e Inglaterra, na 5º colocação.

De acordo com a pesquisa, as empresas que conseguirem se adaptar mais rapidamente às novas tendências, especialmente na maximização do valor do conteúdo, ao oferecer experiências mais personalizadas de consumo, vão ganhar espaço na preferência dos consumidores. “Empresas de mídia e entretenimento precisam adotar a experiência de consumo como fator crítico de sucesso”, ressalta a sócia da PwC Brasil e Líder em Entretenimento e Mídia, Estela Vieira. “O que conta é a habilidade de combinar conteúdo com a experiência de uso. Para isso, é preciso inovar no desenvolvimento do produto, desenvolver canais variados e interligados de relacionamento com os consumidores e, por último, colocar o acesso móvel no foco dos negócios”, completa.

Foto: Focke Strangmann/dapd

Foto: Focke Strangmann/dapd