Papo Sincero: O “Domingo Show” precisa de conteúdo que não seja sensacionalismo

Exibido pela Record desde março de 2014, o “Domingo Show” veio para aterrorizar a concorrência no que diz respeito à audiência e também trazer ao público um conteúdo diversificado e interessante. Uma opção a mais era dada ao telespectador, mas o que a emissora do Bispo prometeu fazer, não está cumprindo.

Em qualquer enciclopédia que se pesquise há escrito que o “Domingo Show” é um programa jornalístico e de entretenimento. Jornalístico porque mostra ao o que está acontecendo no Brasil e no mundo quando tal fato é de grande relevância, e entretenimento porque possui quadros e participantes que agitam a atração. Certo? Errado.

Embora essa pareça ter sido a proposta inicial da Record, o dominical se voltou a mostrar mulheres abandonadas, esposas desesperadas, filhas e filhos que procuram seus pais, e o essencial; um choro interminável durante 4h30. Para a estreia da atração há mais de dois anos, a Record fez banners e anunciou com a seguinte frase; “Legal é pouco. O seu domingo agora vai ser Show”, fazendo alusão ao concorrente “Domingo Legal”.

No entanto, é uma lástima assistir à Record ou ao SBT no horário de confronto entre ambas as “atrações”. Mas, na pior das hipóteses, é inevitável destacar que o sensacionalismo do programa apresentado por Geraldo Luís ultrapassa as barreiras do ponderável. Há público para o “Domingo Show”, mas por falta de opção, visto que o mesmo choro todo domingo já cansou. O conceito da Record de entretenimento parece estar distorcido.

Geraldo Luís não se mostrou interessado em renovar com a Record (Foto: Reprodução/Record)

Geraldo Luís (Foto: Reprodução/Record)