Os esplêndidos 40 anos de Penélope Cruz

Um Oscar, uma estrela na Calçada da Fama e trabalhos com Pedro Almodóvar, Woody Allen e Ridley Scott são algumas das conquistas que Penélope Cruz, que completa 40 anos nesta segunda-feira em uma fase mais tranquila de sua vida, vivendo na Espanha e em projetos com Julio Medem e Fernando Trueba.
Quem diria que aquela menina de Alcobendas, cidade próxima a Madri, que descobriu a vocação de atriz observando os clientes da barbearia de sua mãe enquanto fingia fazer os deveres de casa em um cantinho se tornaria uma estrela. Mas foi muito mais tarde, ao ver “Ata-me” (1989) de Almodóvar, que decidiu participar de seu primeiro casting.
Penélope Cruz tinha apenas 15 anos quando seu rosto chegou a todos os lares espanhóis no videoclipe de Mecano “A força do destino”. Sua carreira engrenou três anos depois, graças a Bigas Luna e a suas explosivas cenas em “Jamón, Jamón”.
Foi ali onde começou sua evolução paralela a de Javier Bardem, com quem se casou em 2010 e que se transformaria em pai de seus filhos, Leo e Luna, responsáveis em boa medida pelo retorno à Espanha após ter conquistado o topo de Hollywood.
Os 90 foram anos intensos na Espanha. Em “Carne Trêmula” alcançou seu primeiro papel com Almodóvar. E com Fernando Trueba desfrutou pela primeira vez do luxo de Hollywood graças a “Belle Epoque”, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1994.
Com Trueba repetiu em “A menina de teus olhos” (1998), mas foi após “Tudo sobre minha mãe” (1999), terceiro filme espanhol que levou a estatueta dourada, que decidiu embarcar na aventura americana.
No começo as coisas não foram fáceis. Penélope não engrenava, apesar de não parar de trabalhar. Ela chegou a rodar cinco filmes em um ano.
Mas seu nome sempre esteve junto dos grandes: Nicholas Cage (“O Capitão Corelli”), Johnny Depp (“Profissão de Risco”), Matt Damon (“Espírito Selvagem”), Matthew Mcconaughey (“Sahara”) e Tom Cruise (“Vanilla Sky”). Com pelo menos os estes dois últimos viveu sonoros romances que também contribuíram para sua popularidade.
O ponto de inflexão foi, de novo, Almodóvar. Penelope obteve sua primeira indicação ao Oscar com “Volver” e uma Raimunda que tinha muito de Sofia Loren e de Ana Magnani. Dois anos depois, subiu ao palco do teatro Kodak de Los Angeles para receber seu primeiro prêmio da Academia de Hollywood.
Foi com a imprevisível e fogosa María Elena de “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen, filmagem na qual levou, de presente, os óculos do gênio do Brooklyn, como revelou ela mesma em entrevista.
Depois daquilo, a atriz não demoraria em realizar outro sonho: combinar sua faceta interpretativa com seu passado de dançarina, ela se atreveu a cantar – em “Nine”, um musical de Rob Marshall em que dividiu a tela com Daniel Day Lewis, Nicole Kidman, Judi Dench e Sofia Loren.
Há pouco mais de um ano, o casal Cruz-Bardem está instalado em Madri, onde nasceu sua filha Luna, e seus principais projetos conhecidos, exceto pelos rumores de que será a próxima Bond Girl, estão na Espanha.
A rodagem de “Ma ma”, de Julio Medem, está prestes a começar. Nela, Cruz será Magda, uma mulher que, “diante da tragédia, reage tirando toda a vida que tem dentro dela, desde o imaginável ao inimaginável”, segundo o pouco que vazou do roteiro.
O outro projeto, junto a Fernando Trueba, a devolverá à pele de Macarena Granada na sequência de “A Garota dos Seus Sonhos”, que se chamará “A rainha da Espanha” e passará a ação da Alemanha à Espanha, 17 anos depois, na década dos 50.
Aos 40 anos, a pergunta é: Quem resiste a Penélope Cruz?. (Agência Efe)