Nível de água da Cantareira bate recorde negativo e chega á 4,5%

O nível do Sistema Cantareira chegou a 4,5% nesta terça-feira (14), segundo medição da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O índice bate novo recorde e é o pior da história.

Não chove na região dos reservatórios há 10 dias: em 4 de outubro a precipitação foi de 0,1 milímetro. No mês, choveu apenas 0,4 milímetro.

O Sistema Cantareira abastece 6,5 milhões de habitantes das zonas Norte e central e partes das zonas Leste e Oeste da capital, bem como os municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul (na sua totalidade); e parcialmente Guarulhos, Barueri, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba, Cajamar e Santo André.

A situação do Sistema Alto Tietê também segue piorando. Nesta terça, a Sabesp registrou nível de 10,1%. As chuvas foram de 7,2 milímetros em outubro. O Sistema abastece 4,5 milhões de habitantes de Arujá, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Mauá (parte), Mogi das Cruzes (bairros da Divisa), Santo André (parte) e Guarulhos (bairros dos Pimentas e Bonsucesso) e parte da zona leste de São Paulo.

Calor em São Paulo
O calor de 35,9ºC registrado na segunda-feira (13) foi a temperatura mais alta verificada na cidade de São Paulo em outubro. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a marca foi alcançada por volta das 15h na estação oficial no Mirante de Santana, na Zona Norte. A umidade relativa do ar chegou a 13%.

O recorde de temperatura do ano aconteceu no dia 7 de fevereiro, quando os termômetros registraram 36,4°C. O recorde absoluto foi em janeiro de 1999, quando foi registrado 37,7°C.

Além da medição oficial usada em comparativos históricos, realizada sempre pelo Inmet em Santana, o calor na capital também foi medido em outros bairros pelo o Centro Gerenciamento de Emergências (CGE), órgão da Prefeitura de São Paulo. O CGE verificou máxima de 37,8°C na região do Jaçanã-Tremembé, também na Zona Norte. A sensação térmica chegou a 39%.

Sem previsão de chuvas
Segundo a meteorologista do Inmet Helena Balbino, não há previsão de chuvas para os próximos dias. Uma frente de instabilidade que chega à atmosfera nesta quarta (15) deve melhorar a qualidade do ar, mas não tem força para gerar precipitações. “A previsão é de que passe ater um pouco mais de instabilidade na atmosfera que, se tivesse menos seca, provocaria chuva. Como não está, só terá mais umidade”, diz.

Helena explica que as temperaturas não devem baixar tão cedo. “Tem previsão de muito calor, tem um bloqueio atmosférico que está causando isso”, afirma.

 

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