Músico Lobão, por meio da rede social, nega apoio a intervenção militar

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Lobão diz ser contra intervenção militar

O músico Lobão teve que usar seu perfil em uma rede social para explicar sua posição política. O esclarecimento foi necessário, após o cantor ser acusado de apoiar uma intervenção militar contra o governo de Dilma Rousseff.

Lobão, no último sábado 1° de novembro, participou dos protestos que reuniu mais de 2.500 mil manifestantes na Avenida Paulista. Os protestantes eram contra a reeleição da presidenta.

Na carta, Lobão afirma que apoia a recontagem de votos. E que é contra o separatismo que prolifera na internet.

“Amo meu país de norte a sul e todos os meus irmãos. É um absurdo querer apontar uma região como responsável pelo naufrágio político, social , moral e econômico em que nos encontramos”, escreveu o cantor.

Leia na íntegra a nota que o cantor divulgou em seu perfil no Facebook.

Quero deixar bem claro, pela enésima vez, através desta pequena carta, a minha postura em relação ao que vem acontecendo no país:

Em primeiro lugar, é necessário sublinhar que não faço parte de nenhuma liderança política. Sou um músico que ama seu ofício e minha participação nas manifestações é a de um cidadão indignado como qualquer outro brasileiro. Em segundo lugar, vale a pena lembrar que, nunca, jamais, em tempo algum, apoiei uma ditadura e sempre disse e continuo a insistir que qualquer ditadura é injustificável.

Partindo desse princípio, não haveria a menor possibilidade de ter o meu nome associado a golpe militar, intervenção militar ou coisa que o valha. Isso é uma forma tão cretina de reagir como ainda acreditar que Cuba é uma vítima dos EUA e que é “cool” sair por aí impunemente de camiseta de Che Guevara.

Quem apoia uma ditadura não tem condição moral de ir contra nenhuma outra. Em terceiro lugar, jamais concordei com a ideia de separatismo; amo meu país de norte a sul e todos os meus irmãos. É um absurdo querer apontar uma região como responsável pelo naufrágio político, social, moral e econômico que nos encontramos. Venho me manifestando veementemente contra a atuação lamentável do PT, sua militância fanática e violenta , suas falcatruas astronômicas, já impossíveis de se camuflar e sua evidente postura de impor ao país um regime totalitário.

Se uma democracia vive de seus três poderes independentes, então já não vivemos numa democracia há muito tempo. Se o Estado brasileiro deve ser soberano em suas ações, é evidente que não mais possuímos essas soberania. Temos um governo atrelado ao Foro de SP. Seria muita ingenuidade nós olharmos ao redor, na América do Sul e não percebermos o que estamos passando. Acredito que todo o brasileiro que tem o mínimo de vergonha na cara e o mínimo de informação está completamente indignado com essa presença inóspita e sombria a nos impôr suas doutrinas com cinismo e mentiras.

A imprensa oficial, com raríssimas exceções, está completamente à mercê do governo e tudo ali é filtrado e deturpado. Portanto, o que acredito que temos de fazer é insistir na recontagem dos votos, não nos acomodarmos com um resultado imposto goela abaixo, pois quando há indícios inúmeros de fraude, é legítimo exigirmos transparência. Se somos obrigados a votar, temos o direito de saber o que acontece com os nossos votos. Esconder isso da gente nos aponta uma vez mais para um regime ditatorial.

Assim acontece na Venezuela, na Bolívia ,no Equador e em todos os países financiados ao Foro de SP. E se é inconstitucional um governo ser subalterno a uma instituição internacional, o PT não tem condições de governar o país. Se é inconstitucional enviar dinheiro para o exterior sem consultar o congresso nacional, a presidente da República não tem condições de governar esse país.

O Brasil merece se desenvolver, se tornar uma grande Nação, seu povo merece viver uma prosperidade que nunca experimentou, ser unido e não viver refém de um ódio plantado por um partido que, para governar, precisa dividir.

E para sacramentar um assunto mais que adormecido, aos que cobram a minha partida do Brasil por, supostamente acharem que assim o prometi, é bom lembrar que ainda estando numa democracia, tenho pleno direito de ir e vir, trocar de opinião e manifestá-la quando quiser. E é bom acostumarem-se a essa realidade. Como pessoa pública me sinto na obrigação de me posicionar de maneira enfática por ter acreditado nesse partido e feito companha de 1989 a 2002 para elegê-lo.

E, ao contrário do que a militância petista quer acreditar, o meu histórico só fortalece a minha postura, pois estive lá dentro e sei do que estou falando. Continuarei a lutar por meus direitos, pela liberdade e pela democracia sempre no campo da legalidade. Que isso fique bem claro de uma vez por todas! E vamos todos juntos por um Brasil livre que a hora é essa!