Morre cinegrafista da Globo em Brasília

Morreu no domingo (29), em Brasília, o repórter cinematográfico Luiz Quilião.

A Amazônia era uma das paixões de Luiz Quilião. Inspiração para imagens marcantes e reportagens premiadas. A série “Terra do meio, Brasil invisível”, de 2007, recebeu prêmios no Brasil e no exterior. Rendeu a ele uma homenagem na ONU ao lado dos parceiros, o repórter Marcelo Canellas e o auxiliar técnico Welington Dourado.

“O que tinha na lente da câmara do Quilião era um olhar profundamente humanista. Tinha o rigor da notícia, mas tinha também a delicadeza do respeito aos mais frágeis, aos injustiçados, sempre docemente retratados por um poeta da imagem. Ele tinha jeito de ogro, tinha tamanho de ogro, mas era um beija-flor”, diz o repórter Marcello Canellas.

Quilião estava internado desde o dia 18 de fevereiro deste ano, diagnosticado com uma trombose intestinal. Ele, que há 19 anos trabalhava na sede da Rede Globo na capital federal e fez inúmeras matérias, deixou dois filhos.

Antes da Globo, Quilião passou por redações do Rio Grande do Sul, Amazonas, São Paulo e Rio de Janeiro, sempre sendo elogiado por sua competência com a câmera na mão.

(Foto: Divulgação)

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