Mel Lisboa explica sua saída da Record e da novela Pecado Mortal

Mel Lisboa explicou por que deixou Pecado Mortal para se dedicar ao teatro. Em carta divulgada hoje (2) em seu perfil no Twitter, ela afirma que tentou conciliar a peça e a trama da Record, mas percebeu que “a demanda seria enorme e o desgaste insuportável”. A atriz também declarou que não saiu da novela para negociar seu retorno à Globo.

“Não tenho nenhum projeto em TV e não há nada com a Globo. As pessoas é que não parecem acreditar que uma atriz pode escolher fazer teatro”, afirma a atriz ao Notícias da TV.

Rumores de que a Globo estaria preparando uma continuação da minissérie Presença de Anita (2001), protagonizada por Mel Lisboa aos 18 anos, geraram especulações na Record que a atriz estaria voltando para a Globo.

Mel Lisboa diz entender a indignação de Lombardi e pretende “diminuir o transtorno” que provocou. O novelista, no entanto, já tomou a decisão: Marcinha, personagem de Mel Lisboa em Pecado Mortal, morrerá no capítulo 100.

Leia na íntegra a carta de Mel Lisboa sobre a saída da novela Pecado Mortal, da Record:

Agora que a minha saída de Pecado Mortal se tornou pública, chegou a hora de explicar as razões que me levaram a tomar essa decisão e fazer esse acordo com a Rede Record.
Tudo começou há 4 anos atrás, antes mesmo de entrar para a emissora, quando fui convidada a interpretar a Rita Lee num musical chamado “Rita Lee Mora ao Lado”. Ainda era um embrião de projeto, mas eu já logo virei sócia por acreditar no potencial do espetáculo. De lá para cá, foram muitos os obstáculos: falta de patrocínio, falta de pauta em teatro, a minha gravidez.
Quando fui convidada pelo Carlos Lombardi para fazer “Pecado Mortal”, ainda não havia o patrocínio completo e eu não acreditava que as datas iam acabar coincidindo e nem sabia o quão intensos seriam os ensaios. Por conta das gravações da novela, eu e minha família decidimos nos mudar de SP para o Rio, com o intuito de ficar mais perto das gravações e menos longe uns dos outros. Fomos todos. Escolinha no Rio e tudo. No entanto, inesperadamente, o patrocínio da peça saiu e eu me vi numa sinuca de bico: a estréia seria dia 31 de março em SP, com ensaios em SP e eu estava gravando no Rio. Ainda tentei conciliar as duas coisas, mas quando, no dia 13 /01, começaram os ensaios, percebi que a demanda seria enorme e o desgaste insuportável.
Foi muito difícil, pensei muito, mas fiz uma escolha e levei para a direção da Record. Entendo perfeitamente a indignação de Lombardi e, pretendendo diminuir o transtorno que estou causando, me disponho a cooperar com o que for possível. Espero que tenha sido para o bem.