Mediadora do debate da Record, Adriana Araújo fala sua opinião sobre declaração de Levy Fidelix

Record Debate 01

Foto: Reprodução

Mediadora do debate na TV Record entre os presidenciáveis que gerou enorme polêmica e enorme repercussão nas redes sociais, a jornalista Adriana Araújo se juntou ao coro dos indignados com as polêmicas frases do candidato Levy Fidelix (PRTB), alvo de várias representações na Justiça por homofobia em virtude do encontro do último domingo (28).

Em sua conta oficial do Facebook, Adriana ressaltou que não costuma dar opiniões durante a campanha eleitoral, e que não poderia fazer isso no meio do debate, pois não era sua função ali, mas como cidadã, em suas redes sociais, poderia condenar a fala de Fidélix e a apatia dos outros candidatos perante ao tema. Adriana também disse que é contra qualquer tipo de preconceito, e a favor da criminalização da homofobia.

“Como mediadora, jamais poderia me manifestar sobre a opinião de qualquer candidato. Por dever de ofício, como jornalista, durante as campanhas eleitorais não expresso minhas opiniões políticas. Assim preservo a isenção e a imparcialidade essenciais para desempenhar minha função nas sabatinas, entrevistas e debates. Porém, por dever de cidadã, hoje preciso dizer que sou contra qualquer forma de preconceito e discriminação. Sou contra os que pensam que maiorias podem impor sua vontade, crenças e opções às minorias. Isso levaria ao massacre, à barbárie social. Por fim, sou a favor da lei que criminaliza a homofobia, que está no Congresso já há alguns anos e ainda não foi votada. E creio, como cidadã, que em questões cruciais como essa, quem cala consente”, escreveu ela em seu Facebook.

Para quem não se lembra ou não assistiu, no debate da Record o candidato Levy Fidelix criticou os homossexuais, clamando aos país de família a lutarem contra o que ele chama de “minoria”.

“Dois iguais não fazem filho. Desculpe, mas aparelho excretor não reproduz. (…) Jamais podemos deixar esses que aí estão, achacando a gente no dia-a-dia, querendo escorar essa minoria à maioria do povo brasileiro. Vamos ter coragem de enfrentar essa minoria. Nós somos maioria. O mais importante é que esses que têm esses problemas, realmente sejam atendidos em planos psicológicos e afetivos, mas bem longe da gente. Mas bem longe mesmo, porque aqui não dá”, disse o candidato no PRTB no encontro.