José Padilha descarta possibilidade de dirigir sequência de “Robocop”

José Padilha, que encara a difícil missão de dirigir o remake de “Robocop”, disse que não pretende fazer a continuação do filme protagonizado por Joel Kinnaman, que estreia na próxima sexta-feira (21) no Brasil. “Eu não pensei em uma franquia. É problema do próximo diretor. Eu não tenho isso no contrato com o estúdio”, afirmou ele durante entrevista coletiva realizada nesta terça (18), em um hotel em Copacabana. O longa será exibido em cerca de 700 salas em todo o país e está orçado em aproximadamente US$ 130 milhões.

José Padilha definiu o filme como essencialmente político e admitiu que esta proposta é difícil de ser realizada em um estúdio grande como a MGM.”O nosso filme é bem diferente. Temos um vilão que não é um vilão. Eu não quis fazer uma vilania caricatural. Eu queria fazer que o personagem oposto ao Robocop fosse inteligente e tivesse bons argumentos. Todos os argumentos do uso de drones são válidos. Isso já é estranho para um filme em Hollywood. Além disso, o personagem principal só aparece 11 minutos após inicio do filme. E ainda temos um personagem que critica a mídia americana (vivido por Samuel L. Jackson)”.

A trama se passa em 2028, quando a multinacional OmniCorp domina a tecnologia robótica. Fora dos Estados Unidos, seus drones (aviões não tripulados) foram usados durante anos pelas Forças Armadas. Em um novo esforço para convencer os políticos, a companhia aposta em uma nova arma: um agente da lei metade homem, metade máquina.

O “modelo” escolhido é Alex Murphy (Joel Kinnaman), marido, pai e policial que combate a corrupção na cidade de Detroit. Após sofrer um atentado que o deixa a ponto de morrer, a OmniCorp vê nele a chave para arrecadar uma fortuna procedente de seus acionistas, mas esquece que na máquina também existe uma pessoa.