“Já me mandaram procurar o Pronatec”, brinca sobre saída do “CQC”

Logo que terminou o “Proteste Já” – quadro em que comanda no “CQC” – desta segunda-feira (24), Oscar Filho resolveu se pronunciar publicamente sobre sua saída do humorístico da Band.

“Gratidão. É essa a palavra que melhor descreve meu sentimento pelo CQC.” escreveu Oscar. “Sexta-feira passada eu, oficialmente, fui mandado embora. Me deram um pezão na bunda, me chamaram pra assinar um negocinho lá no RH da Band… Há quem possa ter motivos para sentir vergonha disso. Eu poderia ter me antecipado e ter dito que fui eu que pedi pra sair, mas não.”

O humorista contou que ficou sabendo que havia sido demitido por meio de uma matéria na internet, e continua: “Pensei comigo: Será? E se for mesmo, como irei me sentir? O Proteste Já, quadro que eu defendi por 4 anos, foi a minha contribuição pessoal pra tentar fazer o meu país, pelo menos, um pouco mais justo e menos desigual. Lutei, argumentei, briguei, conversei, senti, raciocinei, debati. Pelo programa e por mim. O Proteste Já é um quadro incrível do programa, mas um tanto cansativo e desgastante, inclusive, emocionalmente.” contou o repórter do “CQC”.

Em entrevista ao colunista Flávio Ricco, do portal Uol, ele contou que, por conta dos vazamentos de informações na internet, já esperava que pudesse ser dispensado e que já está ouvindo uma série de piadas sobre a situação. “Já me mandaram procurar o Pronatec, a Catho, o Senai. Agora mesmo num grupo do Whatsapp me chamaram para jantar e disseram que vão pagar a minha parte porque eu estou precisando. A zueira não pode acabar”, disse.

Questionado sobre uma possível pressão por audiência, o comediante afirmou: “O programa já levou tudo quanto é prêmio. Já foi o queridinho de todo mundo. O “CQC” virou uma marca, uma referência. Muitos programas de TV passaram a copiar, senão o formato, as piadas gráficas que o programa fazia antigamente. Hoje em dia, depois de sete anos, as pessoas já sabem do que o programa se trata. A TV brasileira está em crise. Tem um veículo que nem é mais novo, chamado internet, que está deixando os executivos de emissoras de cabelo em pé, você deve saber disso. O “CQC” está tão em crise como inúmeros outros programas. A questão é que, como o programa ganhou vários prêmios e foi o foco das notícias durante muito tempo, e é até hoje, as pessoas, profissionais ou não, exigem muito do “CQC”. E ele precisa corresponder a essa pressão. Eu não sou dono de nada ali dentro, só tenho uns palpites. Quem decide o que fica e o que não, são eles. Devem saber o que estão fazendo. Se não, devem estar desesperados.”.

Veja outros trechos da entrevista:

O “Proteste Já” é um dos melhores quadros do CQC, talvez o melhor, e o seu trabalho também sempre muito elogiado à frente do quadro. Achou estranha a decisão pelo seu desligamento?

Olha, sempre me foi dito, dentro do programa, que o “Proteste Já” é a menina dos olhos do programa. Se me tiraram de lá depois de quatro anos representando o quadro, algo saiu errado. Pode ser algo que eu nem saiba ou que tenha controle sobre. Já que está havendo mudanças, eu faço parte delas. Sentiram essa necessidade, e eu tenho que acatar, né?

Acha que foi bem aproveitado no programa? Faria alguma coisa diferente? 

Sim, fui muito bem aproveitado. Quando entrei no programa, eu era o pior dos repórteres. Primeiro por inexperiência e segundo por ter sido o último dos integrantes a entrar faltando, apenas, duas semanas pra estrear o programa. Com o tempo, fui sabendo lidar com os percalços, com a imaturidade, com a falta de experiência. Fiz muitas matérias boas até chegar ao “Proteste Já”, o quadro que os diretores defendem como o ponto alto do programa. Após isso, fui pra bancada e fiquei durante dois anos! Ou seja, pra quem começou mal para caramba e chegou à bancada apresentando ao vivo, pra mim pessoalmente, foi um feito. Sinto completamente que passei por todas as etapas do programa.

oscar_filho-50916

Foto: Divulgação