iPhone 6 chega ao Brasil com tela maior e câmera com alta resolução, veja:

arte-iphone6x6plusSucesso em todo mundo, o iPhone 4 acabara de ser lançado, e Steve Jobs tirava sarro dos celulares rivais por serem grandes. Aparelhos como os da linha Galaxy eram “Hummers”, os veículos que são o terror das vagas de garagem. “Você não consegue pegá-lo com a mão”, disparou. “Ninguém vai comprar isso.” De volta a 2014: falecido, Jobs já não lidera a empresa, conduzida por Tim Cook. Agora, a ordem do dia é justamente apostar nos Hummers, para fazer frente à Samsung, número um global em smartphones. É com essa estratégia que a Apple começa a vender a partir da 0h01 desta sexta-feira (14) os grandinhos iPhone 6 e iPhone 6 Plus, que têm as maiores telas já criadas para um celular pela empresa.

Pagou com a língua, agora a Apple abraçou tanto a ideia de que as telas grandes vieram para ficar que sistema e hardware foram concebidos para fazer as pessoas se esquecerem de que aparelhos como esses não cabem mesmo na mão. Tanto que o botão liga/desliga passou do topo do aparelho para a lateral e, ao tocar duas vezes o botão iniciar, os aplicativos passam a ocupar metade da tela. Tudo para deixar os recursos ao alcance do dedão. Mas, apesar do vaticínio de Jobs, os grandinhos vendem. Com telas de 4,7 e 5,5 polegadas, os iPhones 6 e 6 plus, respectivamente, venderam 10 milhões no fim de semana de estreia, em setembro.

Com uma tela maior, a Apple aproveitou para melhorar alguns recursos que exploram o display de alta definição. Vídeos e games são exibidos como em uma televisão e sem engasgar, graças ao processador A8, o segundo de 64 bits da empresa. O volume de pixels é entre 1,3 e 2,6 vezes superior às do iPhone 5s.

Selfies, panoramos, vídeos rapidinhos e lentos
Os recursos para fotografar, filmar e editar imagens são um capítulo à parte. Para quem gosta de selfies, a câmera frontal, com resolução de 1,2 Megapixels, possui o “burst”. Essa opção registra uma série de fotos para serem escolhidas pelo usuário. Outra novidade é uma melhoria das panoramas, as fotos mais horizontais. Agora, chegam a ter 43 MP de resolução, o que preserva com mais realismo os detalhes da cena.

Além desses, os aparelhos contam com recursos “de cinema”. O “timelapse” permite captar vídeos acelerados, enquanto a “slow motion” registra vídeos que podem ser desacelerados pelo usuário de 60 para 240 quadros por segundos. O foco automático também está mais rápido. E é possível alterar na tela a taxa de exposição (mais ou menos luz). Mas, se mesmo depois disso, a foto não sair legal, dá para editar partes da imagem (ressaltar cores ou elevar a nitidez).

Salgado
Outra novidade é o HealthKit, que acompanha as atividades do dono do aparelho –há um processador só para isso. Devido a acelerômetro, compasso e giroscópio mais refinados e à adição de um barômetro, o conjunto de recursos consegue, por exemplo, identificar os tipos de caminhada. Ele diferencia os passos em uma superfície plana daqueles dados escada acima.

Os dois smartphones chegam ao Brasil a um custo bem salgado. Com preços variando de R$ 3,2 mil (iPhone 6, de 16 GB) a R$ 4,4 mil (iPhone 6 Plus, de 128 GB), os aparelhos quase fazem os brasileiros sentirem saudades dos altos valores do PlayStation 4.

Apesar de ter evoluído em relação ao iPhone 5s (economiza 25% mais energia, tem 25% mais potência de CPU e 50% mais poder gráfico), o chip A8 é 13% mais fino. Essa e outras melhorias debaixo do chassi permitiram que os smartphones sejam os mais finos já feitos pela Apple. O 6 Plus, assumidamente um “phablet”, categoria criada pela arquirrival Samsung que mistura tablet e smartphone, é exemplo de como a mentalidade da empresa mudou desde os idos de 2010. O aparelho sabe que é grande e não tem vergonha disso: quando usado na horizontal, o conteúdo dos aplicativos é adaptado para a tela mais ampla e o teclado passa a ser completo.

iphone 6Câmera ‘de cinema’
É com a câmera, porém, que os aparelhos se destacam. Para começar, o hardware: a traseira possui duas lentes de LED (uma fluorescente, outra incandescente) para balancear melhor a luz ambiente. Isso faz com que fotos tiradas com flash não tenham as cores originais alteradas e aumenta os detalhes dos rostos.

O estabilizador óptico de imagem, um recurso presente apenas no 6 Plus por ter mais espaço dentro do chassi, faz as lentes se mexerem, subindo e descendo. Com isso, imagens não são prejudicadas devido à maior ou menor incidência de luz, porque o aparelho faz uma sequência de pequenas fotos e mescla todas para aproveitar o melhor de cada uma. Em vídeos, essa ferramenta balanceia os movimentos das mãos.