Globo resolve imitar Record e reprisa reportagens em jornal

(Foto:Reprodução)

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Depois de muito tempo a Globo não resistiu e vai quebrar vários tabus com o Hora 1, seu novo telejornal, no ar a partir de 1° de dezembro, das 5h às 6h. Primeiro, o telejornal vai reprisar reportagens exibidas no Jornal da Globo e, eventualmente, no Jornal Nacional. Outro feito inédito: as reportagens não terão obrigatoriamente que durar no máximo um minuto e meio, como é padrão na emissora. A Globo ficará ainda mais parecida com a Record e o SBT quando a apresentadora Monalisa Perrone interromper uma reportagem gravada para chamar um repórter ao vivo, o que também passará a acontecer nos dois telejornais matinais da emissora.

Além da estreia do Hora 1, a Globo aumentará a duração dos Bom Dia São Paulo e do Bom Dia Brasil. A partir de dezembro, o primeiro terá meia hora a mais (das 6h às 7h30). O segundo, das 7h30 às 9h, só será nacional no primeiro e último blocos; os blocos intermediários serão ancorados de São Paulo, por Rodrigo Bocardi, e transmitido apenas para São Paulo, com muita informação de trânsito.

Com inéditas quatro horas de jornalismo ao vivo, a Globo se aproxima da Record e do SBT na grade de programação e no formato sem engessamento, mas sem perder “o padrão Globo de qualidade” no empacotamento. Não haverá apresentador gritando nem fingindo uma tensão que as imagens não mostram.

A reação da emissora está sendo chamada internamente de “O Império Contra-ataca”, numa alusão à franquia Star Wars. Contra-ataca com as armas dos “rebeldes”. É nessa faixa que o jornalismo será reforçado que a Globo é mais frágil no Ibope da Grande São Paulo. Às 6h da manhã, perde para o SBT. Às 9h, perde para a Record.

Voltado para o público que dorme antes do Jornal da Globo e que acorda muito cedo, o Hora 1 funcionará como um laboratório para inovações no jornalismo da Globo.

Além de reprisar reportagens e admitir VTs com mais ou menos de um minuto e trinta segundos, será um telejornal essencialmente conversado. A apresentadora Monalisa Perrone poderá interromper uma reportagem sobre economia japonesa para chamar um repórter que cobre um protesto de motoristas de ônibus. Depois que o repórter transmitir todas as informações que colheu, poderá ficar conversando com a apresentadora.

Bate-papos também acontecerão entre Monalisa e pelo menos três correspondentes: Márcio Gomes, de Tóquio, Rodrigo Alvarez, no Oriente Médio, e Roberto Kovalick, de Londres. Os três já vêm participando dos pilotos e terão participação diária no telejornal, a não ser quando estiverem viajando.