“Globo Repórter” (22/08/14): Programa mostra Armênia, primeiro país a adotar o cristianismo

Programa vai ao ar logo após "Império"

Programa vai ao ar logo após “Império”

Nesta sexta-feira (22), o “Globo Repórter” irá mostrar uma terra nunca mostrada em uma TV brasileira, você irá conhecer paisagens, culinária e um povo surpreendentes.

Armênia: o primeiro país do mundo a adotar o cristianismo. O Globo Repórter entra em uma terra nunca mostrada pela televisão brasileira e registra paisagens de uma beleza impressionante. Conheça um povo simples, que surpreende o mundo com sua hospitalidade. Com uma culinária fascinante e colorida. Frutas e verduras, plantadas sem agrotóxicos.

Programa mostra a magia do pão que ainda é assado debaixo da terra e a água pura, transparente, sem poluição guardada em lagos gigantescos. Fomos até às misteriosas fontes que curam: a mais de 2 mil metros de altura, elas brotam quentes do fundo da Terra.

Vamos mostrar a beleza de uma catedral escavada na rocha. Com uma acústica perfeita para os corais. E mais de 2 mil igrejas para uma população de 3 milhões de pessoas. Nessa sexta (22), conheça também um dos maiores teleféricos do mundo: ele atravessa um Canyon com seis quilômetros de extensão. E o Monte Ararat, a impressionante montanha onde, segundo a Bíblia, teria encalhado a Arca de Noé.

Pelas ruas da capital, contrastes. A cidade de quase 2.800 anos é hoje uma metrópole em construção. Pelo interior, cruzar o país de uma ponta a outra não exige grande esforço. A Armênia é quase do tamanho de Alagoas, o segundo menor estado brasileiro. Mas nesse pequeno território, cabe muita beleza.

No interior do país tem paisagens lindas. São montanhas e paredões de rochas. É um cenário incrível. Seguimos rumo ao sul, para uma região perto do Azerbaijão. A fronteira da Armênia com o país vizinho foi fechada nos anos 90 por causa de uma disputa de território.

Nosso destino é a província de Syunik, na vila de Kindzoreski. Mas não fomos até lá atrás de uma cidade, pelo menos, não uma cidade como as de hoje em dia.

Por lá, encontramos um vale com encostas rochosas cobertas de verde e, ao longe, muitos pontinhos escuros. São cavernas, todas escavadas pelo homem. O local era uma vila e chegou a ter 1.800 cavernas. Famílias inteiras viviam nesses buracos escavados nas rochas. Kindzoreski chegou a ser a maior cidade dessa região da Armênia.

Hoje é difícil imaginar uma pessoa vivendo no alto da montanha e em um lugar como esse. Mas essa não é uma história muito antiga, não. Até os anos 70 ainda tinha gente morando nas cavernas, na região do sul do país.

Mas antes de mostrar como era a vida nas casas esculpidas nas montanhas, vamos à nova Khndzoreski, encontrar os antigos moradores. A vila foi construída nos anos 50 pelo governo de Moscou, já que, na época, a Armênia era uma das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

E parece ter parado no tempo. A rotina simples, sem pressa, perto da natureza deve ajudar a prolongar a vida dos moradores. No vilarejo, é comum encontrar pessoas que viveram nas cavernas.

A equipe do Globo Repórter conheceu a Dona Rosa e ela contou que nasceu em uma caverna, morou lá até a idade de casar.

Alguns senhores também moraram nas cavernas. E ao serem perguntados qual era a melhor época, se era quando eles moravam nas cavernas ou agora, um dos senhores se diverte ao dizer que era melhor na época das cavernas, porque ele era mais jovem.

O Globo Repórter convidou os amigos para serem os guias e mostrarem o lugar onde viveram. Rodamos poucos minutos de carro e fomos fora do vilarejo. Os atuais moradores do local nos dão as boas-vindas ao mostra uma cobra no meio do mato. Seguimos por caminhos estreitos, ora no meio da mata, ora contornando a montanha. Não é uma trilha fácil. Existe o risco de escorregar e fica-se ao lado de um penhasco, mas este é o caminho que as pessoas naquela época faziam todos os dias. Para os três amigos, parece moleza. A vida nas montanhas fortaleceu as pernas deles. O mais novinho da turma de guias tem 67 anos e o mais velho, 86. Mas eles sobem e descem as ladeiras como meninos. E sempre voltam no local para matar a saudade.

Seu Ashot mostra a casa dele, na caverna que ele morou até os 40 anos de idade. É um espaço apertado onde ele vivia com os pais e mais três irmãos. No chão, ainda estão os buracos usados como fornos para cozinhar as refeições. Na casa do seu Ashot, um único cômodo servia de cozinha e de quarto. Ao responder sobre onde era o banheiro, ele diz, com bom humor, que: “O banheiro é lá fora. Tudo o que a gente tem aí fora era usado como banheiro”.

Na hora de responderem qual é a melhor lembrança que eles têm da época em que viviam no local, os amigos discutem tentando lembrar datas e a discussão só acaba quando um telefone celular toca. É a mudança das épocas: homens das cavernas, agora, também falam no celular.

Divulgação: Rede Globo