Fique por dentro da nova novela “Em Família”

Os fãs de Manoel Carlos não precisam mais esperar até o dia 3 de fevereiro, quando estreia “Em Família” na TV Globo, para saber as novidades da trama. Em entrevista ao Canal VIVA, o novelista explicou como será a história do novo folhetim das 21h.

“A novela começa com o batizado da Helena na igreja da Glória. Na cena, aparece o Laerte, o primo dela um pouco mais velho, passando a mão no rostinho da menina. A mãe diz que no futuro vai dar namoro e realmente acontece.

A novela traz a história de duas irmãs casadas com dois irmãos, o que forma uma família muito entrelaçada, pois eles são primos em primeiríssimo grau, por parte de pai e por parte de mãe e se apaixonam desde criança. Evidentemente, a família não gosta e não aprova o romance. Aos 18 anos, a Helena engravida e, prestes a se casar com o primo, ele faz uma burrada e o casamento não acontece. Ela se frustra tanto com isso que passa a odiá-lo. Ele vai preso, depois sai da cadeia, desaparece durante 20 anos, vai morar fora e torna-se um grande músico. Quando ele volta, vai procurá-la porque acredita que o amor renascerá.
Eu sofri isso pessoalmente, fui apaixonado por uma prima. Nós nos adorávamos, minha tia era contra. Ela já faleceu, mas sou vidrado nessa história de amor entre primos. Tenho vários casos de primos nas minhas novelas”, disse explicando o fio condutor da novela.

Sobre o fim de sua carreira, Maneco diz que não pretende se aposentar, e sim continuar escrevendo apenas minisséries.

“Pretendo que seja minha última novela. Não é porque vou me aposentar, é apenas porque novela é muito cansativa e acho que estou merecendo escrever minisséries, como escrevi “Presença de Anita” e“Maysa”. Preciso ter mais tempo para mim porque estou com 80 anos. Adoro escrever novela, mas vai ficando difícil porque é um trabalho que toma 15 horas do meu dia.”

E sobre os outros temas de “Em Família”….

“Volto a falar sobre alcoolismo porque tenho grande preocupação com o álcool. Como eu já havia falado sobre o tema em “Por Amor” e “Mulheres Apaixonadas”, queria ir mais fundo no assunto. Mais grave do que o alcoolismo por si só, é o vício em um professor de adolescentes e em um médico. Assim, o problema é potencializado. Também abordo o problema com os idosos. Brinco que escrevo em causa própria. Existe na novela uma casa de repouso onde a gerente nova é cruel. Na verdade, ela é rígida e exige uma disciplina como se fosse um colégio interno.

Também vou falar sobre o Mal de Parkinson e quem vai interpretar o personagem é o Paulo José, que tem a doença há mais de dez anos, mas está na ativa, não parou a vida. O Paulo é um exemplo, ele não se acomodou, se trata, é muito responsável. Ele está animadíssimo, tenho certeza que o público vai olhar para ele com muito carinho.

Tem também o amor entre duas mulheres. Giovanna Antonelli e a Tainá Müller vão viver um casal homossexual. É uma relação discreta, bonita, não tem nada de escandaloso. É o amor entre duas mulheres que se descobrem apaixonadas. Acho que vai ser uma parte bonita da novela.”, explicou sobre o viés social do folhetim.