“Fantástico” 07/12/14 Destaques do programa

Hidrogel em Andressa Urach

Esta semana a modelo Andressa Urach foi parar na UTI com uma infecção gravíssima depois de cirurgias para tirar mais de um quilo de tecidos das pernas. Andressa tinha recebido aplicações de hidrogel nas coxas. O Fantástico investigou este mercado lucrativo e constatou que na busca pelo corpo perfeito tem muita gente colocando a vida em risco.
Ela já foi vice Miss Bumbum e madrinha de bateria. Na Copa, pintou o corpo para chamar a atenção do Cristiano Ronaldo e virou comentário geral. Mas, esta semana, a modelo e apresentadora Andressa Urach foi notícia por outro motivo: o seu atual problema de saúde.

Há cinco anos, Andressa decidiu aumentar as coxas. Para isso, optou por um procedimento muito popular atualmente: a aplicação de um produto conhecido como hidrogel. Há 10 meses, as pernas começaram a infeccionar.
“Ela veio à clínica e eu encontrei de fato uma bola inflamada, um acúmulo de liquido na mesma região onde estava o produto”, afirma o cirurgião plástico Julio Vedovato.
Ela foi internada em estado grave na UTI de um hospital em Porto Alegre, com infecção generalizada, mas vem se recuperando. De acordo com o último boletim médico, Andressa está acordada, conversando e respirando espontaneamente, sem ajuda de aparelhos.
O produto usado pela Andressa é uma mistura de soro fisiológico com uma substância sintética. “Hidrogel é simplesmente o nome de como ele é. É um gel transparente, tem água. Na realidade, a substância principal se chama poliamida”, explica Denise Steiner, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
O hidrogel é injetado na camada mais profunda da pele, para dar volume, e se fixa no local da aplicação. O organismo reage ao corpo estranho e cria uma membrana ao redor da substância. O problema é que essa membrana pode infeccionar, e é aí que está o perigo: quanto maior a quantidade de hidrogel, maior o risco de infecção.
O hidrogel vem da Ucrânia e começou a ser vendido no Brasil com o nome de Aqualift. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, informou, em nota, que o registro para comercialização do Aqualift venceu há oito meses. O produto, portanto, neste momento não pode ser importado e nem vendido no Brasil. Apenas os lotes fabricados até o dia 31 de março deste ano estão liberados.
Na internet é fácil encontrar propagandas que prometem resultados milagrosos. Nos consultórios, os médicos confirmam que o hidrogel está em alta, principalmente agora, às vésperas do verão.
O Fantástico marcou consulta em uma dessas clínicas, no Rio. “Semana que vem eu estou com a agenda toda cheia. O Aqualift é o único que eu não tenho nada. Acabou tudo, sai muito. Não tem mais ninguém natural”, afirma a médica responsável pelo atendimento.
Em um exame rápido, a médica garante resultado imediato. “O que você precisa fazer é mais esse andarzinho aqui de cima. Daí você dá uma empinada”, explica.
E cobra R$ 3,7 mil para aplicar 100 ml de hidrogel no bumbum. “O Aqualift ele vem uma bolsa de soro fisiológico. Ali vem 100 ml. Então eu abro e faço em você”, afirma.
Cem mililitros é uma quantidade muito maior do que a recomendada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, que é de no máximo 5 ml para o corpo. Ou seja, a médica indicou uma quantidade 20 vezes maior do que seria seguro.
“A Sociedade Brasileira de Dermatologia está muito preocupada com essa situação, porque isso está disseminado. Em qualquer lugar você vê uma plaquinha: ‘Injeta-se isso, faz aquilo’”, ressalta Denise Steiner.
No lugar do hidrogel, os dermatologistas preferem substâncias absorvidas facilmente pelo organismo, como o ácido hialurônico. Para aumentar as coxas e o bumbum, só mesmo a prótese de silicone. E qualquer um desses procedimentos deve ser realizado apenas por médicos.
“Não podem ser feitos por profissionais não médicos, profissionais de outras áreas da saúde e muito menos por pessoas leigas. São procedimentos privativos dos médicos”, explica Carlos Vital, presidente do Conselho Federal de Medicina.
Maria José Brandão, de 39 anos, não estava atenta a isso. Mês passado, em Goiânia, ela teve complicações depois de uma aplicação de hidrogel e morreu.
Raquel Policena Rosa, a falsa biomédica que a atendeu, foi presa, mas agora responde em liberdade por homicídio, exercício ilegal da medicina, lesão corporal e distribuição de produtos farmacêuticos sem procedência.
A notícia apavorou outras clientes de Raquel, como uma mulher de 35 anos que não quis ser identificada. “Eu não posso ficar muito tempo sentada que começa a inflamar, a formigar, chega ao ponto que eu começo a mancar. Eu ainda não estou conseguindo viver direito. Eu quero a minha saúde de volta”, lamenta.
Muitas mulheres que já aplicaram o hidrogel estão sem saber o que fazer com a bomba relógio que parecem carregar no corpo. “Procure o seu médico para efetuar exames. Para ver se isso está inflamado, se esta infectado”, recomenda Julio Vedovato.
“Se pudesse voltar atrás não faria. De jeito nenhum”, diz uma das vítimas.

Infanticídio nas aldeias no Brasil

Um assunto da maior importância: o direito à vida. Você acha certo matar bebês recém-nascidos por causa de alguma deficiência física?
Pois saiba que isso acontece no Brasil e não é crime. A Constituição, nossa lei maior, assegura a grupos indígenas o direito à prática do infanticídio, o assassinato de uma criança logo após o nascimento, se ela apresentar alguma doença.
Para os índios, é um gesto de amor, uma forma de proteger o recém-nascido, como você vai ver nesta reportagem. Mas tem gente que discorda.
Um projeto de lei que pretende acabar com o infanticídio já foi aprovado em duas comissões na Câmara Federal e agora vai para votação no plenário.
A cidade mais violenta do Brasil fica no interior do estado de Roraima. Chama-se Caracaraí e tem só 19 mil habitantes.
De acordo com o último Mapa da Violência, do Ministério da Justiça, em um ano, 42 pessoas foram assassinadas por lá. Entre elas, 37 índios, todos recém-nascidos, mortos pelas próprias mães, pouco depois do primeiro choro.
A partir de uma porteira, o Fantástico entrou na terra dos ianomâmis, uma área de 9,6 milhões de hectares, maior do que Portugal. Lá, vivem 25 mil índios em 300 aldeias numa floresta inteiramente preservada.
O filho de uma mulher ianomâmi vai fazer parte da próxima estatística de crianças mortas logo após o nascimento. Há duas semanas, ela começou a sentir as dores do parto, entrou na floresta sozinha e horas depois saiu de lá sem a barriga de grávida e sem a criança.
Os agentes de saúde que trabalham lá disseram, sem gravar, que naquela noite aconteceu mais um homicídio infantil, o infanticídio.
O infanticídio indígena é um ato sem testemunha. As mulheres vêm sozinhas para a floresta. Lá, depois do parto, examinam a criança. Se ela tiver alguma deficiência, a mãe volta sozinha para a aldeia.
A prática acontece em pelos menos 13 etnias indígenas do Brasil, principalmente nas tribos isoladas, como os suruwahas, ianomâmis e kamaiurás. Cada etnia tem uma crença que leva a mãe a matar o bebê recém-nascido.
Criança com deficiência física, gêmeos, filho de mãe solteira ou fruto de adultério podem ser vistos como amaldiçoados dependendo da tribo e acabam sendo sacrificados, enterrados ou abandonados na selva. Uma tradição comum antes mesmo do homem branco chegar por aqui, mas que fica geralmente escondida no meio da floresta.
O tema infanticídio ressurge agora por ter se destacado no Mapa da Violência 2014, elaborado com os dados de dois anos atrás.
O autor do levantamento feito para o Ministério da Justiça, o pesquisador Júlio Jacobo, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, não tinha ideia da prática.
“E aí, então, comecei a pesquisar efetivamente com as certidões de óbito. Registravam que crianças de cor ou raça indígena, de 0 a 6 dias de idade. E começamos a ver que realmente era uma cultura indígena meio não falada, meio oculta”, diz o pesquisador.
O secretário de Segurança Pública de Roraima, Amadeu Soares, explica por que o seu estado aparece, pela primeira vez, entre os mais violentos do Brasil.
Fantástico: Por que no ano de 2012 teve essa evolução, esse número tão grande?
Amadeu Soares: Porque foi o ano que a Secretaria Especial começou a fazer o trabalho de registro desses infanticídios.
E foi assim que Caracaraí, no interior de Roraima, se transformou no município mais violento do Brasil. São 210 homicídios para cada 100 mil habitantes. A média nacional é 29 homicídios para cada 100 mil habitantes.
Pituko Waiãpi é um sobrevivente. Ele nasceu há 37 anos numa aldeia waiapi, localizada no interior do Amapá. Tinha paralisia infantil e estava condenado ao sacrifício.
“A minha família não aceitava por causa dessa deficiência. Então, a Funai me tirou de lá”, conta.
O garoto cresceu entre os homens brancos e, aos sete anos, foi levado de volta para a tribo.
“Uma assistente social não entendia do costume da aldeia. Ela não sabia que ele não podia mais voltar e o mandou de volta”, conta Silvia Waiãpi, irmã de Pituko.
O garoto vivia carregado pela mãe, pai ou irmão mais velho.
“E aí um dia minha mãe cansou de me carregar e deu para o meu pai. Quando foi na hora de atravessar o rio, meu pai começou a ameaçar que eu não servia para nada, que eu merecia ser morto. A minha mãe escutou isso e gritou que não era para ele fazer isso comigo”, conta Pituko.
“A minha mãe o deu para um dentista e a única palavra que ele sabia falar em português era: ‘Embora. Embora. Embora’”, diz a irmã.
Ele só voltou a ver os pais quando tinha 21 anos.
“A minha mãe sentou do meu lado e disse: ‘Meu filho, tu lembra daquele tempo que aconteceu?’. Eu falei: ‘Lembro’. Aí ela perguntou: ‘Você tem raiva dele?’. ‘Eu, não. Eu gosto do meu pai’. Isso é cultura de vocês. Quem sabe vocês estavam fazendo o certo e eu não estava sofrendo mais”, conta Pituko.
“Como é que é carregar um deficiente físico nas costas sem cadeiras de rodas? No meio do mato?”, comenta a irmã de Pituko.
A irmã de Pituko explica: para o seu povo, o infanticídio não é um ato cruel.
“Era um ato de amor. Amor e desespero. Porque você não quer que um filho seu continue sofrendo. Você quer que ele sobreviva, mas não se não há como?”, diz ela.
“Não se pode atribuir a isso qualquer elemento de crueldade. Se uma pessoa começa já no nascimento conter deformações físicas ou incapacidades muito grandes, você vai ter sempre em si um marginal”, avalia o antropólogo João Pacheco.
Na visão do antropólogo, este garoto é um exemplo do que seria um marginal na comunidade indígena. Ele sofre de um problema neurológico.
“Essa criança nasceu, segundo informações, sem nenhum sinal de qualquer tipo de deficiência. Eles não rejeitaram ela, mas ao mesmo tempo ela não fica como as outras crianças. Fica mais escondidinha”, explica Tiago Pereira, enfermeiro da Secretaria de Saúde Indígena.
Por não ter percebido a deficiência, a mãe deu de mamar ao filho.
Esta é uma cena da maior importância na vida de um pequeno ianomâmi. Quando a mãe amamenta o filho, é como se tivesse dando a ele a certidão de nascimento dele, é que ele está sendo aceito por ela e pela comunidade.
Os índios acreditam que só durante esse ritual o bebê se torna um ser vivo e, graças a essa primeira mamada, Kanhu Rakai, filha de Tawarit, está viva hoje.
“Se tivesse anotado de pequeno, poderia estar enterrado”, afirma Tawarit Makaulaka Kamaiurá, pai de Kanhu Rakai.
Quando nasceu, a família, que faz parte da etnia kamayurá, não notou que Kanhu Rakai desenvolveria qualquer problema.
“Ela nasceu normal. Depois de cinco anos, ela começou a ir enfraquecendo mais”, conta Tawarit.
Kanhu Rakai tinha distrofia muscular progressiva, uma doença degenerativa que dificulta cada dia mais os movimentos da garota, e os pais se sentiam pressionados pela comunidade para matar a criança.
“A aldeia não manda. Pode mandar, mas só que quem decide, eu e ela, é a gente que decide”, diz Tawarit.
E eles decidiram se mudar para Brasília.
“Para mim, enterrar as crianças é feio, é muito feio”, afirma Tawarit.
A solução para impedir a morte de bebês indígenas não é simples. Quem vive próximo ao problema, sabe disso. João Catalano é o coordenador geral da Frente de Proteção dos Índios Ianomâmis, da Funai.
“A gente tem que entender o ambiente em que eles estão inseridos. Aqui a gente está falando da maior floresta tropical do mundo. A maior parte das regiões só chega de avião”, diz Catalano.
O secretário de Segurança Pública de Roraima aponta outra limitação para agir: “A Funai acompanha, estuda e analisa todas essas questões culturais dos povos indígenas. E o estado tem essa limitação de apenas fazer o registro e o atendimento no caso de óbito”.
Várias vezes, enquanto esta reportagem estava sendo feita, tentamos falar com a direção da Funai, a Fundação Nacional do Índio. Ela não quis falar com o Fantástico sobre esse assunto.
E o que diz a lei brasileira sobre o infanticídio indígena? O artigo 5º da Constituição garante a todos o direito à vida.
O jurista José Afonso da Silva, especialista em direito constitucional, faz uma ressalva sobre as exceções dentro da Constituição.
“Ela reconhece a cultura indígena, os costumes indígenas, as tradições indígenas”, observa o jurista.
Então, diante da Constituição do Brasil, não há nada condenável no ato da mãe índia que mata o filho bebê.
O deputado federal Henrique Afonso, do PV do Acre, apresentou um projeto de lei indicando como o estado pode trabalhar para intervir na questão. “Esse projeto, o objetivo é erradicar o infanticídio no Brasil”, diz Henrique Afonso.
Ele prevê, por exemplo, a criação de um Conselho Tutelar Indígena, que teria autonomia para determinar qual medida deve ser adotada em cada caso.
O projeto ainda não foi colocado em votação no Congresso, mas já é criticado.
“Não há como executar essa lei a não ser com violência, que é desaconselhável. E a própria Constituição repudiaria isso”, comenta o jurista José Afonso da Silva.
“Eu não posso imaginar que esse seja um projeto realmente humanitário. Então, nesse sentido, os antropólogos têm se manifestado sempre contra”, diz o antropólogo João Pacheco.
Para os antropólogos, a solução seria o diálogo.
Uma saída bem sucedida encontrada pelo técnico de enfermagem da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Charles Sheiffer. Conversando, ele conseguiu impedir a morte de um bebê indígena.
“Eu estava no posto de saúde mais ou menos 5h20 e, de repente, eu escutei uma batida na porta do posto. A mãe mandou um dos filhos dela me chamar para poder mostrar essa criança. Cheguei lá e a criança estava na grama já com placenta e tudo. E fiquei com essa criança mais ou menos uns três dias”, conta Sheiffer.
O pai já tinha outros três filhos. E acreditava que não teria condição de criar mais um bebê.
“Até que o pai se convenceu da minha atitude. E a mãe também queria a criança. De toda forma, ela queria. E aí quando ela deu a primeira mamada… Pronto! A criança estava livre”, lembra Sheiffer.
Silvia se formou em fisioterapia, é tenente no Exército e reclama da falta de estrutura e saúde dada a esses povos:
“Falta de medicação, falta de enfermeiros, técnicos, porque os poucos que têm estão sobrecarregados. Então, dizer que o índio está fazendo o infanticídio é muito fácil, né? Mas se tivesse estrutura, eu duvido que isso aconteceria. Eu falo isso porque meu irmão, o Pituko, é tetraplégico, ele não teria nenhuma condição de sobrevivência dentro da aldeia, mas aqui ele hoje é um pintor. Ele só mexe a cabeça e o pescoço, e ele pinta, e ele escreve apenas com a boca”, conta Silvia.
Hoje Pituko é um orgulho para a sua aldeia. Agora, os waiãpis descobriram que existe outro caminho para crianças que nascem com deficiência.
“Eu quebrei os preconceitos sobre pessoas com paralisia infantil. Eu tenho uma sobrinha que tem dois filhos que são deficientes”, diz Pituko.
“E hoje meu pai entende isso. Hoje, nós vemos isso no olhar dele. Um olhar de amor. Um olhar de carinho. E quando nós vamos, ele chora, porque fazia muito tempo que ele não nos via. E ele diz em português: saudade”, conta Silvia.
A mesma saudade que Muwaji tem do seu povo. Ela é de uma tribo isolada do Amazonas, a suruwaha.
Quando deu a luz ao seu filho, estava sozinha no meio da floresta. Percebeu que a criança não abria as mãos e tinha as pernas cruzadas e duras. Muwaji começou a criar a filha mas o irmão insistia que ela devia matar a bebê.
“Meu irmão falou: ‘Dá o veneno. Eles vão matar’. ‘Não quero matar’”, conta Muwaji.
Para salvar a criança, Muwaji fugiu da sua tribo. Vive com a filha de oito anos em Brasília e nunca mais viu a família.
“Meu coração é triste, chora. Depois é alegre de novo”, diz.
Ela não vê meios de voltar para sua tribo e apenas canta quando quer se sentir próxima a seu povo.

Jennifer Lawrence

Essa menina é uma das atrizes mais quentes de Hollywood. Já teve três indicações ao Oscar e ganhou um, interpretando uma mulher meio desequilibrada. Ela vem fazendo muito sucesso no papel de uma heroína arqueira e provou que também é boa em filmes de ação. Fantástico conversou, em Londres, com a estrela Jennifer Lawrence.
Ela está de volta. Katniss Everdeen, a heroína arqueira que lançou Jennifer Lawrence ao estrelato.
“Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” mostrou a que veio logo de cara. Foi a maior estreia do ano nos Estados Unidos: mais de US$ 120 milhões em três dias. E no Brasil outro recorde, de público: quase 2 milhões de espectadores só no primeiro fim de semana.

É a força dos fãs, vorazes para ver logo a conclusão do épico. Jogos Vorazes conta a história de uma guerreira que luta contra o corrupto governo central de Panem, um país dividido em distritos escravizados pelo presidente Snow.

Mas quem quiser ver o final dessa história vai ter que esperar mais um ano. Como já está se tornando tradição nas sagas adolescentes adaptadas para o cinema, o filme foi dividido em duas partes. A segunda, só ano que vem.

Foi assim com os últimos filmes de “Harry Potter”, lançados em 2010 e 2011. E com a saga “Crepúsculo”, que também teve o final dividido em dois.

Mais dinheiro para os estúdios, mais filmes para os fãs e mais trabalho para os atores, que para fazer os dois filmes de uma só vez ficaram oito meses gravando.

“É um grupo incrível de se trabalhar”, conta Jennifer Lawrence. “A gente esquece que está com atores que a gente sempre admirou porque eles são tão normais no dia a dia”, completa.

“Eles já fizeram tantos filmes e estão nisso há tanto tempo, mas ainda estão cheios de gás. Isso é inspirador”, conta o galã Liam Hemsworth, que no filme faz o melhor amigo de Katniss. Uma amizade que se repete na vida real.
Recentemente, Jennifer confessou que antes de gravar uma cena de beijo com Liam, mastigou cebola e alho só para implicar com o amigo.

No elenco, veteranos como Julianne Moore e Donald Sutherland, que faz o vilão Presidente Snow. Na tela, ele e Katniss são inimigos mortais. Mas fora dela “A Jennifer é simplesmente brilhante”, ele diz

Desde que o primeiro filme da série foi lançado, a carreira dos jovens atores da saga foi catapultada. Jennifer Lawrence ganhou até um Oscar de melhor atriz. “Mas eu continuo a mesma”, ela garante. “É a maneira como as pessoas te veem que muda”, complementa Liam Hemsworth.

A atriz continua simpática como sempre. Nem mesmo o episódio das fotos íntimas que vazaram na internet, em agosto, abalou a imagem de “queridinha de Hollywood”, mas deixou a estrela de 24 anos um pouco mais ressabiada. “Agora eu tomo mais cuidado com o que digo e o que faço. Mas acho que é algo que tenho que me acostumar”, ela explica.

A conclusão de “Jogos Vorazes” marca também as últimas aparições do ator Philip Seymour Hoffman, que morreu de overdose de drogas em fevereiro desse ano, uma semana antes de as gravações terminarem.

“Ele deixou duas cenas sem gravar, mas ao invés de recriar o Philip com efeitos especiais, optamos por distribuir os diálogos entre os outros atores”, conta o diretor Francis Lawrence.

Os fãs aprovaram. No mundo todo, o filme já rendeu meio bilhão de dólares. Isso porque os críticos disseram que tinha diálogo demais e ação de menos. Uma estratégia para deixar o público querendo mais? A gente só vai saber no ano que vem.

Caneta a Laser usada oara cegar pilotos de aviões

Você já usou uma caneta laser? O pessoal usa muito em palestras, em aulas e também para fazer umas brincadeiras sem graça. No futebol, se vê muito isso
O pior é que a gente acha que é exagero, mas uma caneta dessas, fora dos padrões, pode causar problemas seriíssimos. Pode até cegar, se o laser for apontado diretamente para os olhos. Portanto, o Inmetro alerta: atenção, consumidor!

Fim de ano. Não tem época melhor para ficar por dentro desse assunto.
Não se pode deixar canetas laser na mão de criança. Isso não é brinquedo, inclusive canetas a laser já causaram muitos problemas por aí, em jogos de futebol, atrapalhando a visão dos jogadores, e até em aviões, colocando a vida de muita gente em risco. Isso já foi mostrado no Fantástico.
“Nós decidimos testar as canetas laser em função de alguns relatos em nosso banco de dados de acidentes de consumo com danos principalmente à visão”, explica Alfredo Lobo, diretor de avaliação da conformidade do Inmetro.
Foram analisados 12 tipos diferentes de canetas laser: Comtac, Feel Electronics, Force Line, JD Ray, Kensington, Key Ring Laser Pointer Led Toreh, Logitech R400, Multilaser, Targus e XConcept V890 e duas canetas sem identificação de marca.
Primeiro quesito: rótulos
Item que muita gente ignora, mas que traz todas as informações importantes do produto. Ou pelo menos deveria trazer, porque seis das marcas avaliadas ficaram devendo nos rótulos.
Reprovadas: Comtac, Feel Electronics, JD Ray, Key Ring e Multilaser e uma das marcas sem identificação.
O segundo teste é o mais importante: a potência das canetas laser, que só pode ser de, no máximo, cinco miliwatts. Três marcas foram reprovadas nesse quesito: Comtac, Feel Electronics e JD Ray. Sendo que a JD Ray tinha um laser com potência quase dez vezes maior que o máximo permitido. Um perigo.
“Isso pode efetivamente, em alguns 15, 20 segundos, queimar exatamente como o sol faz. Pode produzir uma queimadura e pode produzir uma cegueira central”, afirma o oftalmologista Miguel Padilha.
Se apontar o laser para os olhos, a pessoa pode ficar cega.
Resultado final: seis das doze marcas reprovadas (Comtac, Feel Electronics, JD Ray, Key Ring, Multilaser e uma marca sem identificação).
Os fabricantes das marcas Comtac e Feel Electronics disseram que vão ajustar seus produtos.
Os responsáveis pelas canetas Key Ring e Multilaser e o fabricante da marca sem identificação disseram que não comercializam mais os produtos.
E o fabricante da marca JD Ray, aquela cujo laser estava dez vezes acima do máximo permitido, disse que vai recolher o produto do mercado.
“Em função disso nós vamos tomar algumas providências. Ou seja, de forma a não permitir que essas canetas com potência muito superior a 5 miliwatts continuem no mercado e ofereçam risco ao cidadão se houver incidência direta contra a vista humana”, diz Alfredo Lobo, diretor de avaliação da conformidade do Inmetro.