“Fantástico” 04/01/2015 O mundo secreto dos bebês

Na edição deste domingo, 04/01/2015 o “Fantástico” revela um escândalo que coloca em risco a vida de milhares de brasileiros: a máfia das próteses, onde médicos tem recebido dinheiro de distribuidores e fabricantes de implantes para fazer cirurgias superfaturadas e muitas vezes desnecessárias. O program mostra os bastidores desse mercado clandestino que movimenta bilhões, engana a Justiça e prejudica todos os brasileiros.

Os repórteres da atração sobrevoaram as principais represas da Região Metropolitana de São Paulo e especialista fama sobre o que a população deve esperar para esse ano, incluindo a falta de água,se continuará ou não, além de cenas inéditas da tempestade violenta que castigou São Paulo esta semana e o testemunho de quem escapou da morte.

E tem novidade no Fantástico: O programa começa uma viagem por um mundo repleto de descobertas: o mundo secreto dos bebês. Tudo o que há de mais recente nas pesquisas sobre o desenvolvimento humano – do nascimento até os 2 anos de idade, mostrando o que os bebês ouvem, enxergam, como eles aprendem a comer, andar, lidar com as emoções e a se comunicar.

O programa conta a história de um professor que propôs aos seus alunos que escrevessem uma carta para que lessem depois de muitos anos. Esse professor, porém, morreu, mas a família manteve vivo o sonho e o resultado é comovente.

Domingo, no Fantástico você conhece um animalzinho com pinta de super-herói: o tardígrado. É um pássaro? Um avião? Um dinossauro estranho? O menor ET do mundo? O ataque dos vermes malditos? Que criatura é essa? Menor do que uma pulga e mais resistente do que todas as espécies conhecidas, o tardígrado é o bicho mais durão que existe. Aguenta temperaturas extremas, altas doses de radiação e é o único ser capaz de sobreviver sem qualquer tipo de proteção no espaço.

Acompanhe abaixo as matérias de hoje do “Fantástico”

Bebês param de respirar assim que mergulham na água

Eles são irresistíveis, até mesmo quando tiram a gente do sério. Quem nunca sonhou descobrir o que acontece dentro das cabecinhas dos bebês?
A partir de hoje, você vai ver os bebês de uma forma completamente nova: um documentário produzido pela rede britânica BBC juntou tudo o que há de mais recente nas descobertas sobre o desenvolvimento humano – do nascimento até os 2 anos de idade. Você vai conhecer “O mundo secreto dos bebês”.
Dentro do útero, o bebê tem todas as suas necessidades supridas. O nascimento muda tudo isso.
Já na primeira inspiração, a circulação do sangue desse pequeno precisa ser desviada da placenta para os pulmões e um buraco no coração vai se fechar. Com poucos minutos de vida, o bebê parece frágil, mas não se engane. Suas mãozinhas têm muita força para agarrar. E os pés também. É um reflexo de sobrevivência herdado dos nossos ancestrais primatas.
Os olhos que mal se abrem de tão inchados são imediatamente atraídos pelo rosto humano. Bastam 20 minutos e o bebê já estará imitando o que vê. Mas o instinto mais urgente desse pequeno ser é o de procurar comida. Um leve carinho na bochecha e a boca logo se abre, na expectativa de uma boa mamada.
A comunicação nessa fase pode ser rudimentar. Mas, convenhamos, é altamente eficiente. O choro, com seu tom e timbre, é praticamente impossível ser ignorado.
Pesquisadores acreditam que o choro varia de acordo com a necessidade. Se o bebê está cansado, o choro vai começar com o som de um bocejo, algo como “auu”. Já o choro de fome é fácil de se reconhecer: o reflexo de sucção faz a língua correr o céu da boca em um som que começa com “né”.
E quando estão mamando, os bebês se aproveitam de um detalhe na anatomia deles que logo vai mudar. Nos primeiros meses de vida, a laringe fica mais em cima na garganta. Com isso, a traqueia fica quase que diretamente conectada à cavidade nasal. Isso significa que o bebê consegue sugar e respirar ao mesmo tempo.
Essa proeza ajuda a explicar uma das habilidades mais surpreendentes dos bebês: a habilidade de nadar. Basta um treinamento básico e essas fofuras ficam a vontade no ambiente aquático. É por causa de um reflexo que os bebês param de respirar assim que mergulham na água. E com a traquéia mais elevada, eles podem abrir a boca o tanto que quiserem. A água não entra nos pulmões, vai direto para o estômago.
Muito antes de engatinhar ou andar, as pernocas já sabem: são os pequenos chutes que levam para frente. Puro instinto. Vindo talvez de um passado recente, da vida dentro do útero, ou quem sabe de um passado muito distante, um reflexo evolutivo.
É um talento encantador, que não pode ser apreciado por muito tempo, porque, depois de alguns segundos, todos precisam da ajuda de um adulto para voltar a respirar.

A história de Kate desafia todos os instintos de sobrevivência descobertos até hoje. A inglesa tinha como hábito levar seu filho de 6 meses para passear em um píer.
“Fazia sol e eu decidi aproveitar o passeio com Sam para levar os cachorros também. Quando um deles parou para fazer suas necessidades, eu travei o carrinho do Sam e o coloquei perto de um muro para poder recolher a sujeira. Nunca poderia imaginar que um vento súbito seria capaz de arrastar o carrinho para dentro d’água”, ela lembra.
Kate viu o filho despencar e afundar na água, com o carrinho virado para baixo. “Os bracinhos dele se debatiam tanto e a única coisa que consegui fazer foi gritar o mais alto que podia por socorro”.
Sem pensar duas vezes, o administrador do píer pulou para salvar Sam. Mas, até que ele conseguisse retirar o bebê da água, a mãe conta que pelo menos cinco minutos tinham se passado.
Ao ver o filho, ela perdeu completamente as esperanças. Sam parecia estar morto. Saiu da água completamente pálido e mole. Uma enfermeira fez massagem cardíaca no bebê até que o socorro aéreo chegou para levá-lo ao hospital. Nem mesmo os médicos acreditavam que ele poderia sobreviver. Mas Sam surpreendeu a todos. Quase seis minutos debaixo d’água e, quatro a cinco horas depois, ele estava de pé, olhando tudo em volta.
Hoje Sam tem um ano e meio e absolutamente nenhuma sequela do trauma que sofreu. Se tivesse acontecido com um adulto, provavelmente não sobreviveria.
Então como Sam conseguiu essa proeza? Bom, em primeiro lugar, o fato de ele ainda ser muito bebê e ter a traqueia mais elevada evitou que a água inundasse os pulmões dele.
Quando ele estava recebendo a massagem cardíaca, ele vomitou toda a água que estava no estômago, não nos pulmões. E o fato do mar estar tão gelado fez com que o cérebro dele congelasse também.
A maneira dos bebês reagirem ao frio extremo foi outro fator determinante para a recuperação de Sam. Debaixo d’água, sem oxigênio, as células do cérebro começam a morrer. Mas as temperaturas muito baixas podem deter esse processo. E os bebês lidam muito bem com isso.
A partir desta habilidade, uma técnica recente passou a ser usada em UTIs neonatais. Em alguns casos, médicos deixam os bebês em estado de hipotermia para evitar danos no cérebro.
É incrível como os bebês podem ser duros na queda. Mas todos vão sempre precisar do cuidado e do carinho de seus pais. E eles sabem disso: usam a fofura como principal arma para a sobrevivência.
Quando nos deparamos com seus olhões, boquinhas e narizinhos… Estudos já mostraram que uma parte do cérebro sempre reage. E o resultado? Ficamos completamente derretidos.
Cientistas estão dedicados a descobrir como é o mundo a partir do ponto de vista dessas gostosuras. E é isso que você vai ver no domingo (11).Apresentadores do fantástico

Situação dos sistemas de água em São Paulo

Cantareira é o mais seco, com 7,1% do volume armazenado. Alto Tietê e Guarapiranga estão com 12% e 40,5% de suas capacidades, respectivamente.
Para quem vive em São Paulo, 2014 ficou marcado como o ano da seca – a pior em décadas. E agora o que todo mundo se pergunta é: o que vai acontecer em 2015? A crise da água vai piorar?
O Fantástico sobrevoou as principais represas que abastecem a capital e a Região Metropolitana, para fazer um raio-x. Até quando os reservatórios vão aguentar? E quais serão as medidas para evitar o colapso total?
“Estamos no começo da crise. O pior ainda não aconteceu”, diz Pedro Luiz Côrtes, geólogo e professor de gestão ambiental da USP.
O período mais turbulento está próximo. “Nós consumimos as reservas todas que nós tínhamos e já entramos no cheque especial”, afirma Pedro Luiz Côrtes.
O momento é de cautela, segundo o novo secretário de Recurso Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, que tomou posse em 1º de janeiro. “Estar preparado para o pior significa atenção da população para o problema”, diz ele.
Nesta semana, o Fantástico sobrevoou os três principais sistemas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, o Cantareira, o Alto Tietê e o Guarapiranga, para mostrar como eles começam 2015. São imagens inéditas.
O Sistema Cantareira, que abastece a maior parte da população de São Paulo, é o mais seco de todos. Neste domingo (4), está com apenas 7,1% da capacidade, já usando o segundo volume morto, ou seja, a água que fica abaixo dos níveis das comportas de captação.
Foi preciso instalar nove bombas de uma região mais profunda. A água é captada pelas bombas e depois vai para um outro canto do Sistema Cantareira, através de uma tubulação. Antes, nada disso era necessário porque a região toda era alagada e a água chegava naturalmente. Uma barragem, que antes não existia, foi construída há dois meses. A água chegava até o topo de uma marcação do local.
Em muitos pontos, o cenário, em pleno verão, a estação das chuvas, é árido. Para quem olha, até tem bastante água. Mas tinha muito mais. A água chegava a bater em marcas na parte superior de pilares. Com o nível baixo, o que tinha na parte de baixo começou a ficar aparente: carcaça de carro, pedra, banco de areia, tudo que estava coberto pela água.
“Onde eu estou aqui, se a gente tivesse na época de água dava 15m de altura. Há 7 meses atrás”, conta o taxista Claudio Rogério da Silva Santos.

Alto Tietê
O Sistema Alto Tietê está com menos de 12% da sua capacidade. No primeiro dia deste ano, o Fantástico encontrou bastante gente na parte da represa que antes era cheia de água.
“Desde quando encheu a represa, há mais de 20 anos, nunca se via esse asfalto aqui. O nível da água onde nós estamos era seis metros de altura”, afirma Gisvaldo de Oliveira, comerciante.
Construções antigas voltaram a aparecer. “Essa piscina eu não me lembro de ter visto ela não. Agora, estou aqui tendo a oportunidade de fazer um churrascão do lado dela”, conta José Benedito, ajudante geral.
Na estrada, antes submersa, Paulo aproveitou para limpar o carro. “Nos prédios não dá para lavar mais, tem que economizar, senão, vai faltar até para a gente beber né?”, diz Paulo, zelador.
Dos três sistemas sobrevoados, o Guarapiranga é o que está em uma situação melhor. Neste domingo, ele está com 40,3% do seu volume. Mas uma imagem de satélite que você vê no vídeo mostra que em de janeiro de 2014 havia muito mais água no mesmo ponto do píer.
Por que esses sistemas chegaram a esse ponto? A seca foi um dos motivos. O ano de 2014 foi de pouca chuva. E o verão, período de recarga dos reservatórios, foi especialmente seco. Em dezembro de 2013 e fevereiro de 2014, choveu muito abaixo da média histórica do período. E ao mesmo tempo fez muito calor.
“Quando a temperatura sobe, o consumo de água tende a subir e o sistema passa a operar muito próximo do limite ou às vezes até superando esse limite operacional”, explica o geólogo Pedro Luiz Côrtes.
Para o geólogo, o aumento da população metropolitana, a cada ano, é um fator importante na sobrecarga do sistema.
“A Região Metropolitana de São Paulo, ela concentra hoje mais de 20 milhões de habitantes. Para a gente ter uma ideia do que isso significa, é o dobro da população de Portugal, metade da população da Espanha ou da Argentina. E essa população cresce a uma razão próxima de 1% ao ano. Isso faz com que a cada cinco, seis anos, nós tenhamos mais 1 milhão de habitantes morando aqui. E os investimentos em captação e tratamento de água não vêm acompanhando o crescimento populacional”, diz Pedro Luiz Côrtes.
Com base no padrão de queda dos índices das represas e na média de consumo atual da população, ele faz uma projeção nada otimista para 2015: “Existe a séria perspectiva que tanto o Cantareira quanto o Tietê, no máximo até a metade do ano, já não tenham mais água para captação”, alerta o geólogo Pedro Luiz Côrtes.
Mas o governo não trabalha com essa possibilidade. “Não existe uma perspectiva dessa catástrofe que você está me trazendo. Eu acredito na hipótese de que a população vai reagir e de que o consumo será consciente e que não vai chegar nessa situação”, diz Benedito Braga, secretário de Recursos Hídricos.
Fantástico: Se não houver economia por parte do consumidor, pode faltar água em 2015?
Benedito Braga: Eu não sei, eu não sei, porque vai depender da chuva.
Nas últimas semanas, apesar das chuvas fortes, as condições das represas praticamente não mudaram. “Precisava ter chuvas acima da média, como nós tivemos, por exemplo, em 1991, chuvas acima de 2.000 mm”, avalia o climatologista Ailton Pinto Alves Filho.
Previsão de chuvas dentro da normalidade não anima
E a previsão meteorológica para 2015 não anima. “Vai ser um ano com chuvas dentro da normalidade. Dentro da média, ou seja, entre 1.200 a 1.500 mm para São Paulo. Demoraria algo em torno de cinco anos para haver a reposição”, diz Ailton Pinto Alves Filho.
A médio prazo, a Secretaria anuncia duas providências: tratar a água do esgoto para reutilizar nos reservatórios e investir em duas obras de transferência de água para os sistemas.
“Talvez não em 2015, mas no início de 2016, a gente já tenha capacidade para trazer mais água para Região Metropolitana”, planeja Benedito Braga, secretário de Recursos Hídricos.
Mas para este ano, a saída está nas mãos do consumidor.
Fantástico: A Secretaria não tem um plano para esse ano? Para resolver o problema esse ano? Esse é o plano, o consumidor economizar?
Benedito Braga: Sim. Esse é o plano. Em um prazo de seis meses, você não consegue fazer nenhuma obra. O que nós queremos é que o consumidor consuma menos. A curtíssimo prazo é isso que tem que ser feito.

Ex-alunos se emocionam ao receberem cartas escritas há 25 anos

Às vésperas da formatura no ensino técnico, um professor pediu aos alunos que escrevessem uma carta endereçada a eles mesmos. Mas que só seria aberta no futuro. O ano era 1990. Fernando Collor de Mello tomava posse como presidente. O Brasil era eliminado pela Argentina na Copa da Itália. A internet dava seus primeiros passos, ainda distante do público. E Paul McCartney fazia pela primeira vez um show no país.
Os estudantes, na época jovens entre 17 e 19 anos, viviam a descoberta do amor, a escolha da carreira. As questões típicas da idade.
As cartas ficaram guardadas com o professor por mais de duas décadas. E há poucos meses, em outubro de 2014, o professor Geraldo chegou à escola carregando uma mochila. E, no local, começou a passar mal e pouco tempo depois morreu de um infarto fulminante. Na mochila do professor, as filhas encontraram 130 cartas lacradas.
E não tiveram dúvida. Para elas, as cartas seriam postadas naquele dia, mas não houve tempo.
Michelle Moreira, filha do professor Geraldo: Estavam as cartas embaladas em um plástico branco. Puxei, quando eu olhei, falei “Daniele, o que é isso aqui, Daniele?” Aí nós lembramos. Nunca tínhamos visto. Mas ele sempre contava.
Fantástico: O que ele contava?
Michelle: Pedia que os alunos escrevessem. No último dia de aula, escrevessem para eles no futuro. Cresci ouvindo isso.
“Mas aquilo, né? Lenda, nós nunca vimos. Nunca tínhamos visto. Na hora meu marido subiu e falou “vocês vão ter que continuar isso”, contou a filha do professor Geraldo.
Virou a missão da Danielle e da Michelle. Elas se tornaram as carteiras do professor Geraldo. Michelle, a partir de Niterói, no Rio de janeiro. Danielle, de Sydney, na Austrália, onde mora.
“Essas cartas têm sido muito símbolo do amor. Essa semente que papai plantou em cada um. Você rever suas memorias e repensar sua vida. E é isso. É multiplicar essa semente do bem, é fazer a gente seguir em frente, porque papai sempre falava de encontros e desencontros”, diz Danielle Lima, designer.
As cartas foram postadas a partir de 24 de dezembro. E, como um presente de Natal, vindo do passado, começaram a chegar às casas dos ex-alunos.
“Espero que o lugar onde você esteja trabalhando, que você esteja contente”, dizia uma das cartas.
“Hoje é um dia que eu nunca tinha imaginado”, falava outra.
“Adorei mesmo este colégio, e pretendo continuar a frequentá-lo”, dizia outra.
“Por favor, Renata, assim que você ler essa carta, espero que você esteja melhor…”, disse outro aluno.
Na época em que escreveu a carta, Zé Alexandre tinha 18 anos. Estava pensando em prestar vestibular para engenharia química. E namorava havia seis meses uma colega de classe, Elaine.
“Eu dedico essa carta a quem eu amo, que conheci aqui nesta escola e que tenho certeza que estará comigo quando eu receber essa carta”, escreveu Zé Alexandre.
E, quase 25 anos depois, eles continuam juntos. Elaine e Zé Alexandre são casados e têm dois filhos. Elaine também recebeu a própria carta e a leu ao lado do agora marido.
“Só sei de uma coisa, esses quatro anos, foram um dos melhores que já vivi até hoje… Conheci as pessoas mais importantes pra mim… os meus verdadeiros amigos. Tenho certeza que seremos amigos sempre. Como também adoro essa escola para sempre. Elaine”, escreveu ela.
“Eu consegui ver a Elaine de 24 anos atrás, eu consegui me reaproximar dela e ver que a essência não mudou. O presente maior que essas cartas trouxeram foi isso.”, diz Elaine.
A herança que o professor sempre quis deixar aos seus alunos.
Fantástico: Ele explicava por que ele fazia isso? Qual era o propósito dele?
Michelle: Para isso, para que, no futuro, eles pudessem ver. Ele queria fazê-los pensar como seria o amanhã e que no futuro tivessem essa recordação boa da escola, dos amigos, do que eles viveram lá atrás.
“A vida apenas começou… Um tempo tão grande se torna infinitamente pequeno que pode se passar em um segundo”, dizia uma outra carta.
“Hoje, onde quer que o professor Geraldo esteja, eu quero agradecer a ele por estar me permitindo voltar 24 anos no tempo e ter a alegria de lembrar dos meus grandes amigos. Obrigado”, diz Anderson Domingos ao se emocionar.
“Impressionante as mensagens que nós temos recebido de pessoas nos procurando, esperando essa carta, como se fosse dar um sentido. Uma nova esperança”, diz Michelle emocionada.
Fantástico: Ele era um homem de planos, de sonhos? De planejar o futuro?
Michelle: Era, era… Planejava, tinha muita… Era decidido. Era corajoso. Era, assim, impetuoso, fazia. Vivia intensamente. Ele sempre viveu intensamente.
Entre os ex-alunos, surgiu naturalmente o desejo de responder ao professor:
“Muito obrigado por nos mostrar a importância da profissão, mestre”, diz a carta escrita por um dos ex-alunos.
“Você não sabe o bem que está me fazendo ao me permitir reencontrar a menina que eu era 24 anos atrás”.

“Mestre, onde quer que você esteja, sei que está vibrando e realizado em ver que tudo está acontecendo do jeitinho que planejou”.

G1, Fantástico