“Esporte Espetacular” 14/09/14: Guga fala sobre sua autobiografia

Glenda Koslowisk e Ivan Moré são os apresentadores

Glenda Koslowisk e Ivan Moré são os apresentadores

Neste domingo (14), Guga bate um papo com o “Esporte Espetacular”. O tenista virou escritor. E sofreu. Depois de cinco sets, ou melhor, cinco anos, chega às quadras e livrarias a autobiografia de Gustavo Kuerten . Escrita depois de horas e horas de depoimento ao jornalista Luis Colombini, a vida de Guga ganhou 400 páginas de histórias emocionantes, esportivas e humanas.

– Eu procurei mostrar quais foram meus sentimentos durante todos os acontecimentos marcantes da minha vida pessoal e esportiva – disse Guga, em entrevista ao Esporte Espetacular.

Sentados sobre o santo saibro, que tantas alegrias deu ao catarinense, Ivan Moré e Guga conversaram sobre as principais passagens do livro. Entre risos e princípio de lágrimas, um dos maiores atletas da história brasileira revisitou de uma forma diferente o livro que escreveu. Ivan mostrava trechos, lidos pelo repórter Renato Ribeiro, e Guga desdobrava o tema.

O pai, Aldo Kuerten, atravessa o livro de uma ponta a outra. Guga tinha 8 anos de idade quando Aldo morreu em Curitiba, durante um torneio de tênis. Por muito pouco, os irmãos Kuerten, Rafa e Gustavo, não testemunharam o mal-estar do pai, que arbitrava uma partida em outra quadra.

– Eu tinha acabado de jogar uma partida e resolvi brincar, em vez de procurar o pai – relembra Guga.

Na entrevista para o Esporte Espetacular , surpreende a declaração de Guga de que, até hoje, não entende como venceu o torneio Roland Garros, na França, em 1997, quando desbancou diversos favoritos do ranking da ATP.

– Se eu jogasse mais mil vezes, não ganharia aquele Roland Garros. O tênis que eu jogava na época ainda não tinha nível para aquela conquista. Aquilo foi uma loucura, uma maluquice inexplicável.

Quando o assunto é o irmão caçula Guilherme, Guga não resiste e se emociona.

– Na revisão final do livro, eu não aguentei e chorei muito.

É fácil entender a razão. Guga e a mãe Alice estavam no quarto do hospital quando Guilherme faleceu. Gui era uma criança excepcional, que tinha uma previsão de vida de 7 anos. Viveu 28.

– Era o nosso super-herói. Fomos tantas vezes ao hospital com ele, por causa de convulsões ou febre de mais de 40 graus que não imaginei que, naquela vez, ele não voltaria para casa.

O livro revela também segredos de quadra e propõe um mergulho delicioso nas grandes e pequenas vitórias no tênis. Além das derrotas, claro. E para quem curtia os trejeitos e barulhos inusitados feitos por Guga…

– Era tudo teatro! Eu criei um personagem. O inabalável Guga!

Essas e outras histórias incríveis neste domingo, no Esporte Espetacular.

Divulgação: Rede Globo