“Domingo Espetacular” da um verdadeiro show com a cobertura da prisão de Roger Abdelmassih

rogerRede Record de TV é bastante conhecida pelo seu grande jornalismo verdadeiro, e por tudo é a emissora que mais investe em jornalismo do Brasil. Mais uma vez a emissora deu um show na cobertura sobre a prisão de Roger Abdelmassih.

Ótimos jornalistas investigativos sabem que uma grande reportagem não se faz do dia para a noite. É trabalho longo, duro, detalhista. Quem assistiu ao “Domingo Espetacular” no último domingo (24) pôde ver uma mostra disso. A equipe do jornalístico, ao longo de dois anos, seguiu os passos de um dos mais famosos foragidos da Justiça brasileira: Roger Abdelmassih, conhecido como médico de celebridades, acusado de estupro por algumas de suas ex-pacientes.

Ao longo de 52 minutos, o que se viu foi um grande esforço de reportagem. Em nome de uma boa pauta, a equipe, que contou com o produtor Leandro Sant’Anna e os repórteres Raul Dias Filho e Michael Keller, viajou à Europa, ao Mato Grosso, ao interior de São Paulo e, finalmente, ao Paraguai, onde o suspeito se encontrava, vivendo numa mansão com a mulher e dois filhos. Com tempo para contar a história, a matéria fugiu ao que se esperava. A prisão já não era novidade. O que havia de exclusivo era o custoso processo de investigação e checagem de informações que levariam ao paradeiro do fugitivo. Um quebra-cabeça foi montado aos olhos do espectador. Os jornalistas tiveram acesso ao interior de uma fazenda repleta de objetos pessoais do médico. Conversaram com vizinhos. Descobriram o esquema de envio de dinheiro para outro país. Desvendaram um código utilizado para facilitar a comunicação com parentes. Do início ao fim, um trabalho repleto de cuidado e esmero.

Chama a atenção, no entanto, a maturidade da equipe que, mesmo tendo em mãos material exclusivo, preferiu não apenas esperar para usá-lo em telejornais da casa, mas também colaborar com as autoridades. Foi também graças ao trabalho da produção que o esforço entre as polícias do Brasil e do Paraguai culminou na prisão. Ficou pressuposto que houve troca de informações entre as partes. E, para sorte de quem esperava por Justiça, o desfecho foi o esperado. Resta às vítimas esperar que ele cumpra parte dos 278 anos aos quais foi condenado.