Dedé Santana afirma que sente ciúmes de Didi: “Se estamos juntos, só falam nele”

Um dos integrantes ainda vivos do lendário grupo “Os Trapalhões”, juntamente com Renato Aragão, Dedé Santana falou sobre os louros que o Didi recebe por ter sido o personagem mais popular na época.

Em entrevista para o jornal Extra, Dedé afirmou que merece um pouco de respeito pela história, e admitiu que sente um pouco de ciúme. “Realmente fico triste quando me esquecem. Se estamos juntos, só falam nele… poxa! Não se trata de vaidade, acho que também mereço respeito”, desabafou o artista.

Dedé contou ainda da depressão que sofreu no fim dos anos 90 quando saiu da Rede Globo. “Fiquei em depressão. Cheguei a engordar 35 kg. Mas Renato não tinha o poder para me recontratar. Depois que ‘Os Trapalhões’ acabou, chegamos a ter um programa juntos em Portugal por quatro anos, foi maravilhoso! Mas quando voltamos, ele continuou na Globo por ser embaixador da Unicef e cabeça do ‘Criança Esperança’. Para mim, não havia mais lugar. Fui para a ‘Escolinha do Barulho’, na Record, onde fiquei dois anos. Depois, fiquei quatro anos no SBT, com ‘Dedé e o Comando Maluco’. E quando Beto Carrero morreu e o programa no SBT acabou, Renato me convidou para voltar a Globo. Nesse tempo todo, nunca deixamos de nos falar. Dedé e Didi são como marido e mulher: brigam, brigam, mas estão sempre juntos. Costumo dizer que quero terminar meus dias como artista, ao lado dele”.

Atualmente, Renato e Dedé protagonizam juntos a peça “Os Saltimbancos Trapalhões”, que está em cartaz em um importante teatro do Rio de Janeiro.

renato e dedé

Foto: Divulgação