Após noticia de que teria saído do ‘JN’, editor-chefe adjunto se revolta com colunista; Entenda

São muitas as informações e mal-entendidos a cerca de notas que são publicadas por diversos dos jornalistas que trabalham para o ramo de entretenimento.

Neste caso, uma notícia publicada pela coluna do Daniel Castro fez com que se gerasse um grande mal-entendido, quando na informação, era dita que o editor-chefe adjunto do ‘Jornal Nacional’ teria sido tirado do posto para ser colocado no ‘Jornal Hoje’, e que o pivô dessa mudança seria o editor-chefe do ‘JN’, William Bonner.

Enfurecido com a situação, Luiz Fernando Ávila (foto) enviou nota para o colunista e claramente indignado com a situação. Leia:

“Caro Daniel Castro,

li, estarrecido e indignado sua nota sobre a minha promoção a editor-chefe do Jornal Hoje. Nada ali escrito é verdadeiro. Trabalho no JN como adjunto há 8 anos e nunca tive sequer um atrito com William Bonner, o editor-chefe.

Ao longo dos anos tenho tido um enorme prazer em fazer parte da equipe do Jornal Nacional e em ser amigo pessoal do William. Juntos, enfrentamos inúmeros desafios. Aprendemos muito um com o outro e solidificamos uma amizade que é superior a nossa relação profissional.  Não procede, em hipótese alguma, sua referência a pressões que ele tenha exercido pra que eu deixasse o cargo de editor-chefe-adjunto do Jornal Nacional. Tivesse você tido acesso às nossas conversas dos últimos dias, teria vergonha de ter publicado o que publicou. Tenho respeito e admiração por ele. E sei que isso é recíproco. É meu amigo querido há mais de 20 anos.

Todos se sentem envaidecidos quando veem o seu trabalho reconhecido. E foi o que aconteceu comigo ao ser convidado a ser editor-chefe de um telejornal líder de audiência. Me senti feliz e honrado. De adjunto, passarei a editor-chefe, com novos desafios. 

Sobre o meu trabalho no JN, as decisões sempre foram tomadas pelo William, como todos aqui sabem. Ao dizer coisa diferente, você me pôs numa situação ridícula para quem conhece o nosso trabalho. O meu papel, como o de qualquer adjunto, era de auxiliá-lo. Digo isso para fazer justiça. E a lógica está a meu favor: se os papéis fossem trocados, como você sugere, que sentido faria a minha substituição? Era adjunto num jornal em que eu adorava trabalhar, com colegas maravilhosos, e com William, que, além de chefe, é  meu amigo pessoal há mais de 20 anos, repito. 

Nunca houve desentendimento sobre a demissão de um amigo meu, que teria me irritado. Não sei a que você se refere. 

Fiquei vermelho também com a sua menção à cobertura do Alemão e ao Emmy: quem conhece TV sabe que uma cobertura como aquela reúne, literalmente, todo um departamento. Foram centenas de profissionais envolvidos. Colocar-me como peça-chave, me põe numa situação novamente ridícula diante dos colegas, principalmente da Editoria Rio, que sustentaram uma cobertura ao vivo de mais de sete horas e, num esforço conjunto, lado a lado, ajudaram a compor a edição do JN daquele dia, com a participação de meus superiores, como é comum em casos graves como aquele.

Sugiro que, daqui pra frente, você avalie melhor suas fontes pra não ocorrer em novos erros grosseiros como os de agora.”