Após busão, metrô de SP entrará em greve

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Funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) decidiram em assembleia nesta quarta-feira (4) entrar em greve. A paralisação teve início logo após uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores no Sistema de Operação, Sinalização, Fiscalização, Manutenção e Planejamento Viário e Urbano do Estado de São Paulo (SindViários), às 20h30, e segue por tempo indeterminado.

Não havia informações sobre o percentual de adesão até as 21h30. Participaram da assembleia cerca de 700 funcionários da CET e, segundo Osmar Torres, Secretário Geral do Sindicato, a greve teve alta adesão. A maior parte dos funcionários em greve são “marrozinhos”, mas também aderiram profissionais envolvidos nos segmentos administrativo e operacional da empresa.

A principal reivindicação da categoria é o reajuste salarial de 12%. “Estava decidido que  entraríamos em greve por 24 horas, mas a empresa ofereceu a proposta de 8% de reajuste salarial e 11% no Vale Refeição às 22h de ontem. Marcamos a reunião para hoje, mas não houve acordo”, afirmou.

Além de reajuste salarial e melhorias nos benefícios, o sindicato reivindica aumento do efetivo de “marrozinhos” nas ruas. “Cerca de 4.500 funcionários compoem o quadro de funcionários da CET, com 1.800 deles trabalhando nas vias da capital paulista, revezando o serviço em quatro turnos. Para não sobrecarregar os funcionários, o ideal seria que houvesse o dobro do efetivo nas ruas, mas pedimos um aumento de 50%”, explicou Torres.

Além de orientar o trânsito, os “marrozinhos” realizam diversas atividades que influenciam na fluidez do tráfego, como remoção de veículos com problemas mecânicos e queda de carga que bloqueiam vias, e fiscalização de buracos, bueiros destampados e sinalização danificada.

Em nota, a CET informou às 21h30 que haverá um remanejamento da equipe para reforçar o efetivo em campo, e emitiu suas considerações sobre a decisão de parte do quadro de funcionários: “Causa estranheza a decisão tomada, pois a CET realizou uma série de reuniões com o SindViários, mas, infelizmente, a entidade recusou a proposta apresentada e aceita pela direção do sindicato.”

Com a greve rodizio de carros está suspenso 

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou nesta quarta-feira (3) que não haverá o rodízio municipal de veículos nesta quinta-feira (5).  Isso significa que veículos com placas final 7 e 8 poderão circular normalmente. A medida foi  adotada após a confirmação da paralisação dos metroviários.

Após dois dias de greve no busão, o paulistano pode se preparar para mais problemas: O sindicato dos metroviários decretou estado de greve. A partir de quinta-feira os funcionários das linhas 1,2,3 e 5 do metrô passarão a usar coletes pedindo reajuste salarial.

Desde o início do mês, o sindicato e o Metrô negociam um reajuste de salários – a data-base da categoria é em 1º de maio. Até o momento, ainda não houve um acordo, e por isso o estado de greve foi aprovado em assembleia nesta terça. As negociações continuam e a próxima assembleia será no dia 27. Antes disso, o sindicato promete não fazer nenhuma paralisação.
O sindicato pede 35,47% de reajuste (7,95% de Inflação + 25,5% de aumento real), reajuste de 13,25% para o Vale Refeição, valor de Vale Alimentação de R$ 379,80 (atualmente o valor é de R$ 247,69), plano de carreira da GMT e GOP, Metrus Saúde para aposentados, reposição do quadro de funcionários e PR Igualitária. De acordo com os metrôviários, após cinco reuniões de negociação apenas dizendo não às reivindicações, a empresa ofereceu apenas 5,20% de reajuste.
Caso as negociações salariais não cheguem a um acordo, os metroviários não descartam entrar em greve nas próximas semanas. Por isso, existe a possibilidade de uma paralisação durante a Copa do Mundo.
O Metrô informou que “está aberto ao diálogo” para chegar a um acordo com os funcionários e que “confia no bom senso da categoria” para que os usuários não sejam prejudicados.