Após alfinetar a Globo, diretor de “Tim Maia” diz que não teve intenção de atacar trabalho

A Globo decidiu transformar “Tim Maia” (2014) em uma minissérie de dois capítulos, reeditando e cortando cenas originais do longa e inserindo nele depoimentos de algumas personalidades da música.

A série exibida entre quinta (1º) e sexta-feira (2) vem sendo criticada pelos fãs do filme e, até mesmo, pelo diretor do longa. O cineasta Mauro Lima publicou mensagem no Instagram, antes da transmissão de “Tim Maia, Vale o Que Vier”, pedindo para que os seus seguidores não a assistissem.

“Aos seguidores que não viram ‘Tim Maia’ no cinema sugiro que não assistam essa versão que vai ao ar hoje e amanhã na Globo. Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei”, escreveu Lima, que se inspirou no livro de Nelson Motta, “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”

Já nesta segunda-feira (04), em depoimento ao jornal Folha de S.Paulo, o diretor tentou explicar a mensagem e disse que não quis criticar a emissora. “Já trabalhei com a Globo e tive muito boas experiências no passado e não tenho nenhuma intenção de atacar o modo como retrabalham as suas produções”, disse. “Como diretor, para mim é bom que mesmo um derivado dê uma boa resposta de audiência”, falou ele.

Colunistas do setor de entretenimento voltaram a criticar, nesta segunda-feira, a edição particular do momento em que Roberto Carlos destrata Tim, ainda em início de carreira, e lhe entrega botas usadas para substituir seus sapatos rotos.

Mesmo o filho de Tim Maia, que chegou a ser entrevistado para a seção de testemunhos da minissérie, classificou como “tendenciosa” a história do filme em sua conta no Instagram.

Foto: Divulgação

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