Ancine libera R$ 41 milhões em conteúdo para TV Paga e cinema

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) se compromete a liberar, só para começar, cerca de R$ 18 milhões de verbas do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) em uma nova linha de incentivo que contempla programadoras de televisão, como a Globosat.

Trata-se da Proposta de Programação (Prodav), em que programadoras de TV paga solicitam recursos para investimento em obras audiovisuais de produção independente pré-selecionadas por elas. A Ancine divulgou nesta semana uma série de investimentos, no valor de R$ 41 milhões, que irá beneficiar 88 projetos de filmes e séries de TV. E é daí que surge a verba do Prodav.

Irão receber o incentivo para produção o romance policial “Uma Janela em Copacabana”, da Zola Produções, a série sobre dilemos de jovens meninos “Filmagem Artística”, da República Pureza, e “Meio Intelectual, Meio de Esquerda”, da Write Produções Artísticas. Os três produtos são do canal GNT e tiveram injeção de R$ 8 milhões da Ancine.

Quarenta e quatro projetos de produtoras de seis estados e do Distrito Federal receberão recursos por meio da linha de Laboratórios de Desenvolvimento, que deverão ser aplicados em aprimoramento de roteiro e estruturação técnica da obra. Além do suporte financeiro, que totaliza R$ 4,01 milhões, os projetos selecionados terão o apoio de laborátios de desenvolvimento, a partir do início de 2015. Entre os trabalhos contemplados estão “Desterrados”, da 400 filmes (DF), com R$ 70 mil, “Tá na hora de dormir”, da Abaquar Produção Cultural (SP), com R$ 119.783,00, e “Telhado de vidro”, da Afinal Filmes (RJ), com 119.650,00.

“Com essas decisões de investimentos em processos de desenvolvimento, nós acreditamos que estamos criando as condições para que tenhamos uma nova safra de filmes e obras seriadas para a televisão que permitirão não apenas atender a demanda que a lei 12.485 gerou na programação da TV por assinatura, mas também alcançar presença na televisão aberta brasileira e dar sustentação a ocupação do mercado de salas de cinema e portanto fazer a disputa concreta pela ocupação do mercado de salas no país”, avalia Manoel Rangel, diretor da Ancine.

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